| Édipo Rei |
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SÓFOCLES
1. Sófocles (em grego, Σοφοκλῆς - Sophoklês, na transliteração) (496 a.C.-406 a.C.). 1. Um dos mais importantes escritores de tragédia. 1. Suas peças retratam personagens nobres e da realeza. 1. Viveu o apogeu da cultura helênica. 1. Escreveu cerca de 120 peças, das quais apenas sete "sobrevivem" até os dias de hoje. 1. Segundo Aristóteles mostrava o homem como ele deveria ser. 1. Contexto histórico de Sófocles. 1. Viveu o Período Helênico. 1. Alexandre Magno assumiu o trono da Macedônia e iniciou um processo de conquistas.: Grécia, Egito, Pérsia e parte da Índia. Essa ocupação durou do século IV a.C., até I a.C., 1. Esse período histórico ficou conhecido como período helenístico. 1. As poleis haviam perdido a sua autonomia. Dependiam em tudo da Macedônia. 1. Os gregos tomaram contato com outras culturas, dando aos gregos novos conceitos sobre o mundo e o modo de agir de outros povos. 1. Neste período surgiram diversas correntes filosóficas com a preocupação sobre a "vida do homem" e seu "convívio na sociedade". Sócrates, Platão e Aristóteles apenas pensaram no convívio da sociedade. 1. "Diante de tantas doutrinas religiosas e de pensamento, como encontrar a felicidade?" Esse era o questionamento destas correntes filosóficas que nasceram neste período chamado helenístico. 1. Como o indivíduo poderá se orientar já que ele não tem mais a sociedade como referência? Segundo questionamento destas correntes filosóficas. 1. As correntes filosóficas que nasceram neste período foram: • a) O ceticismo. • b) O estoicismo. • c) O cinismo. • d) O epicurismo. •1.2 - O ceticismo. 1. Se fundador foi Pirro (360???- 722??? A.C.) Participou das expedições na índia. 1. Sua escola pregava que era praticamente impossível conhecer verdadeiramente qualquer coisa. 1. A realidade existe, mas nenhum ser humano tem o poder de abstrair essa verdade. 1. A filosofia seria uma negação do saber e não a sua busca. 1. Por conseqüência, todos os valores construídos deverão ser desprezados. 1. Para se chegar ao estado de felicidade era necessário chegar a um estado de profunda indiferença das coisas, isto é, a "ataraxia". 1.3- O estoicismo. 1. Fundado por Zenão (320?-250? a.C.) 1. Para os estóicos a felicidade era um estado de tranqüilidade plena que só poderia ser atingido através de uma de uma vida virtuosa. 1. Essa virtude era entendida como uma profunda indiferença a todas a experiências da vida. O homem não poderia se preocupar com questões como a "morte", "enriquecimento material" e o "cansaço". 1. O único valor a ser alcançado segundo os estóicos era a sabedoria alcançada através do cultivo da reflexão. 1. Estamos diante de uma corrente filosófica que ensina toda indiferença possível aos prazeres e sofrimentos pois são irracionais, ligadas à paixão. 1. Portanto, vida virtuosa é uma vida vivida sem nenhuma paixão. 1. Para os estóicos os conhecimentos eram obtidos através dos cinco sentidos que captam as características dos objetos e dos seres. 1. As idéias e os conceitos são apenas combinações mentais que o ser humano adquire sensorialmente. 1. Para os estóicos, o universo teria um elemento capaz de organizar racionalmente tudo: O FOGO. Esse elemento faria germinar tudo a começar pela luz do sol. 1. Na política os estóicos acreditavam que o homem não pertenceria a uma cidade ou a um pais. Mas o homem é cidadão do mundo. Essa concepção foi denominada de "cosmopolismo". "O mundo é a pátria comum de todos os homens". 1. Essas idéias chegaram a influenciar o Império Romano: "Quanto mais impassível, mais se é forte. Assim como a aflição demonstra fraqueza, a cólera também. Ambas magoam e inferiorizam". •1.3 - O Cinismo. 1. As idéias dos estóicos foram influenciadas por uma corrente filosófica que se desenvolveu na mesma época que Sócrates, o cinismo. 2. Fundada por Antístenes (445?-365 a.C) 3. Conheceu a Sócrates e se tornou um grande admirador de seu método: "Ironia e maiêutica". 4. Essa corrente pregava que a maior virtude que um homem podia atingir era a independência frente a todos os acontecimentos da vida, isto é, libertar-se de todas as normas e costumes sociais. 5. A única idéia válida realmente eram aquelas ligadas às necessidades vitais, como a alimentação, o sono. 6. Diógenes foi o cínico mais famoso, levando essas idéias às últimas conseqüências. Segundo a tradição viveu num barriu, nu, e ridicularizava todos os cidadãos e seus hábitos com um humor implacável. •1.4 - O Epicurismo. 1. Fundado por Epícuro (341-270 a.C.) 1. Segundo o epicurismo a filosofia deveria ser para libertar o homem do medo do destino, da morte, das divindades. 1. Segundo Epicuro a alma seira composta de partículas imateriais, muito leves e imperecíveis. Com a morte, os átomos se dispensavam e a alma se desfazia provando que não existe vida após a morte. 1. Segundo Epícuro existem diversos mundos, e no espaço entre eles viviam os deuses completamente desinteressados pelos homens. 1. A finalidade da vida é o "PRAZER". Não obtido por meio de paixões, mas sim pela razão superando a todos os desejos chegando ao ponto de não ter mais necessidade de nada (auto-domínio). ÉDIPO REI A estória começa quando Édipo, príncipe de Corinto, é insultado por um bêbado, que o acusa de ser filho ilegítimo do Rei Políbios. Embora Políbios procure tranqüilizar Édipo, o príncipe, perturbado, recorre ao Oráculo de Píton, mais tarde conhecido como Delfos. O oráculo evita responder à sua dúvida, mas dá a terrível informação de que Édipo está destinado a matar o pai e casar-se com a mãe. Como Édipo não tem a menor intenção de deixar que isso aconteça, ele foge de Corinto e vai para Tebas. E aí começa a tragédia. Em uma encruzilhada, Édipo depara-se com uma carruagem. À frente vem o arauto, que ordena rudemente a Édipo que se afaste e tenta empurrá-lo para fora da estrada. O príncipe começa uma briga e termina matando todo mundo que nela se envolve. Para sua desgraça, um dos homens que vinha na carruagem era seu pai verdadeiro, o rei Laios de Tebas. Após resolver o enigma da esfinge e salvar Tebas desse flagelo, Édipo é proclamado rei e casa-se com a viúva de Laios, Jocasta, sua mãe verdadeira. Só depois que uma nova maldição cai sobre Tebas - maldição que seria afastada apenas quando o assassino de Laios fosse descoberto e expulso - é que os fatos vêm à tona. Édipo não consegue suportar a verdade e arranca os próprios olhos. Antes que Édipo tomasse a decisão de fugir da profecia do oráculo, Laios, sua vítima já tinha cometido o mesmo engano. Apolo havia advertido Laios de que seu próprio filho o mataria e, quando Édipo nasceu, o rei mandou perfurar com um cravo um dos pés da criança e abandoná-la em uma montanha. Mas o menino foi encontrado por um pastor e levado ao rei Políbios, que o adotou. Essa foi a origem da confusão de Édipo e foi daí que veio seu nome: "oidípous" significa "pé inflamado". •2. Algumas considerações sobre o Édipo Rei. • 1. Segundo Sigmund Freud, o Complexo de Édipo verifica-se quando a criança atinge o período sexual fálico na segunda infância e dá-se então conta da diferença de sexos, tendendo a fixar a sua atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto no ambiente familiar. • 2. A sexualidade infantil poderia ser conhecida através de três fases distintas que poderiam se manifestar nos primeiros meses de vida ou na fase dos 5 e 6 anos. • 3. Primeiramente ocorre a chamada fase oral, quando a criança focaliza seu desejo e prazer no seio materno e na ingestão dos alimentos. • 4. Posteriormente ocorre a fase anal, onde o desejo e o prazer são focalizados nas fezes e excreções. • 5. Por último, ocorre a fase fálica onde o desejo e prazer são focalizados nos órgãos genitais. • 6. Na fase fálica é onde surge o complexo de Édipo, também chamado de complexo nuclear das neuroses. • 7. Nesse período os meninos focalizam o seu desejo e prazer na mãe e as meninas no pai. • 8. O complexo de Édipo em meninos surge pelo desejo sexual pela mãe, onde vê o pai como ameaça e deseja se livrar dele buscando ainda se identificar com o mesmo. • 9. Em meninas, o complexo surge como o desejo de ganhar um bebê do pai e como não consegue se desilude. • 10. O complexo de Édipo é derrubado nos meninos pela ameaça da castração, onde pensa que perderá seu pênis. • 11. A menina acredita que a castração já ocorreu, já que não mais possui o membro, descartando assim a ameaça. • 12. Na perspectiva da estética temos o mal uso da linguagem. BIBLIOGRAFIA CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia. São Paulo; Atual editora, 2004. p. 72-80. SÓFOCLES. Atrilogia tebana. 11ª ed. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2002. p. 7-16.
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