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Escrito por Profº Silvano Tenorio Félix, em 02-10-2008 20:51
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SÓFOCLES
1. Sófocles (em grego, Σοφοκλῆς - Sophoklês, na transliteração) (496 a.C.-406 a.C.).

1. Um dos mais importantes escritores de tragédia.

1. Suas peças retratam personagens nobres e da realeza.

1. Viveu o apogeu da cultura helênica.

1. Escreveu cerca de 120 peças, das quais apenas sete "sobrevivem" até os dias de hoje.

1. Segundo Aristóteles mostrava o homem como ele deveria ser.


1. Contexto histórico de Sófocles.

1. Viveu o Período Helênico.

1. Alexandre Magno assumiu o trono da Macedônia e iniciou um processo de conquistas.: Grécia, Egito, Pérsia e parte da Índia. Essa ocupação durou do século IV a.C., até I a.C.,

1. Esse período histórico ficou conhecido como período helenístico.

1. As poleis haviam perdido a sua autonomia. Dependiam em tudo da Macedônia.

1. Os gregos tomaram contato com outras culturas, dando aos gregos novos conceitos sobre o mundo e o modo de agir de outros povos.

1. Neste período surgiram diversas correntes filosóficas com a preocupação sobre a "vida do homem" e seu "convívio na sociedade". Sócrates, Platão e Aristóteles apenas pensaram no convívio da sociedade.

1. "Diante de tantas doutrinas religiosas e de pensamento, como encontrar a felicidade?" Esse era o questionamento destas correntes filosóficas que nasceram neste período chamado helenístico.

1. Como o indivíduo poderá se orientar já que ele não tem mais a sociedade como referência? Segundo questionamento destas correntes filosóficas.

1. As correntes filosóficas que nasceram neste período foram:

• a) O ceticismo.
• b) O estoicismo.
• c) O cinismo.
• d) O epicurismo.



•1.2 - O ceticismo.



1. Se fundador foi Pirro (360???- 722??? A.C.) Participou das expedições na índia.

1. Sua escola pregava que era praticamente impossível conhecer verdadeiramente qualquer coisa.

1. A realidade existe, mas nenhum ser humano tem o poder de abstrair essa verdade.

1. A filosofia seria uma negação do saber e não a sua busca.

1. Por conseqüência, todos os valores construídos deverão ser desprezados.

1. Para se chegar ao estado de felicidade era necessário chegar a um estado de profunda indiferença das coisas, isto é, a "ataraxia".

1.3- O estoicismo.


1. Fundado por Zenão (320?-250? a.C.)

1. Para os estóicos a felicidade era um estado de tranqüilidade plena que só poderia ser atingido através de uma de uma vida virtuosa.

1. Essa virtude era entendida como uma profunda indiferença a todas a experiências da vida. O homem não poderia se preocupar com questões como a "morte", "enriquecimento material" e o "cansaço".

1. O único valor a ser alcançado segundo os estóicos era a sabedoria alcançada através do cultivo da reflexão.

1. Estamos diante de uma corrente filosófica que ensina toda indiferença possível aos prazeres e sofrimentos pois são irracionais, ligadas à paixão.

1. Portanto, vida virtuosa é uma vida vivida sem nenhuma paixão.

1. Para os estóicos os conhecimentos eram obtidos através dos cinco sentidos que captam as características dos objetos e dos seres.

1. As idéias e os conceitos são apenas combinações mentais que o ser humano adquire sensorialmente.

1. Para os estóicos, o universo teria um elemento capaz de organizar racionalmente tudo: O FOGO. Esse elemento faria germinar tudo a começar pela luz do sol.

1. Na política os estóicos acreditavam que o homem não pertenceria a uma cidade ou a um pais. Mas o homem é cidadão do mundo. Essa concepção foi denominada de "cosmopolismo". "O mundo é a pátria comum de todos os homens".

1. Essas idéias chegaram a influenciar o Império Romano: "Quanto mais impassível, mais se é forte. Assim como a aflição demonstra fraqueza, a cólera também. Ambas magoam e inferiorizam".

•1.3 - O Cinismo.

1. As idéias dos estóicos foram influenciadas por uma corrente filosófica que se desenvolveu na mesma época que Sócrates, o cinismo.
2. Fundada por Antístenes (445?-365 a.C)
3. Conheceu a Sócrates e se tornou um grande admirador de seu método: "Ironia e maiêutica".
4. Essa corrente pregava que a maior virtude que um homem podia atingir era a independência frente a todos os acontecimentos da vida, isto é, libertar-se de todas as normas e costumes sociais.
5. A única idéia válida realmente eram aquelas ligadas às necessidades vitais, como a alimentação, o sono.
6. Diógenes foi o cínico mais famoso, levando essas idéias às últimas conseqüências. Segundo a tradição viveu num barriu, nu, e ridicularizava todos os cidadãos e seus hábitos com um humor implacável.


•1.4 - O Epicurismo.

1. Fundado por Epícuro (341-270 a.C.)

1. Segundo o epicurismo a filosofia deveria ser para libertar o homem do medo do destino, da morte, das divindades.

1. Segundo Epicuro a alma seira composta de partículas imateriais, muito leves e imperecíveis. Com a morte, os átomos se dispensavam e a alma se desfazia provando que não existe vida após a morte.

1. Segundo Epícuro existem diversos mundos, e no espaço entre eles viviam os deuses completamente desinteressados pelos homens.

1. A finalidade da vida é o "PRAZER". Não obtido por meio de paixões, mas sim pela razão superando a todos os desejos chegando ao ponto de não ter mais necessidade de nada (auto-domínio).


ÉDIPO REI

A estória começa quando Édipo, príncipe de Corinto, é insultado por um bêbado, que o acusa de ser filho ilegítimo do Rei Políbios. Embora Políbios procure tranqüilizar Édipo, o príncipe, perturbado, recorre ao Oráculo de Píton, mais tarde conhecido como Delfos. O oráculo evita responder à sua dúvida, mas dá a terrível informação de que Édipo está destinado a matar o pai e casar-se com a mãe. Como Édipo não tem a menor intenção de deixar que isso aconteça, ele foge de Corinto e vai para Tebas. E aí começa a tragédia.

Em uma encruzilhada, Édipo depara-se com uma carruagem. À frente vem o arauto, que ordena rudemente a Édipo que se afaste e tenta empurrá-lo para fora da estrada. O príncipe começa uma briga e termina matando todo mundo que nela se envolve. Para sua desgraça, um dos homens que vinha na carruagem era seu pai verdadeiro, o rei Laios de Tebas. Após resolver o enigma da esfinge e salvar Tebas desse flagelo, Édipo é proclamado rei e casa-se com a viúva de Laios, Jocasta, sua mãe verdadeira. Só depois que uma nova maldição cai sobre Tebas - maldição que seria afastada apenas quando o assassino de Laios fosse descoberto e expulso - é que os fatos vêm à tona. Édipo não consegue suportar a verdade e arranca os próprios olhos.

Antes que Édipo tomasse a decisão de fugir da profecia do oráculo, Laios, sua vítima já tinha cometido o mesmo engano. Apolo havia advertido Laios de que seu próprio filho o mataria e, quando Édipo nasceu, o rei mandou perfurar com um cravo um dos pés da criança e abandoná-la em uma montanha. Mas o menino foi encontrado por um pastor e levado ao rei Políbios, que o adotou. Essa foi a origem da confusão de Édipo e foi daí que veio seu nome: "oidípous" significa "pé inflamado".

•2. Algumas considerações sobre o Édipo Rei.

• 1. Segundo Sigmund Freud, o Complexo de Édipo verifica-se quando a criança atinge o período sexual fálico na segunda infância e dá-se então conta da diferença de sexos, tendendo a fixar a sua atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto no ambiente familiar.

• 2. A sexualidade infantil poderia ser conhecida através de três fases distintas que poderiam se manifestar nos primeiros meses de vida ou na fase dos 5 e 6 anos.

• 3. Primeiramente ocorre a chamada fase oral, quando a criança focaliza seu desejo e prazer no seio materno e na ingestão dos alimentos.

• 4. Posteriormente ocorre a fase anal, onde o desejo e o prazer são focalizados nas fezes e excreções.

• 5. Por último, ocorre a fase fálica onde o desejo e prazer são focalizados nos órgãos genitais.

• 6. Na fase fálica é onde surge o complexo de Édipo, também chamado de complexo nuclear das neuroses.

• 7. Nesse período os meninos focalizam o seu desejo e prazer na mãe e as meninas no pai.

• 8. O complexo de Édipo em meninos surge pelo desejo sexual pela mãe, onde vê o pai como ameaça e deseja se livrar dele buscando ainda se identificar com o mesmo.

• 9. Em meninas, o complexo surge como o desejo de ganhar um bebê do pai e como não consegue se desilude.

• 10. O complexo de Édipo é derrubado nos meninos pela ameaça da castração, onde pensa que perderá seu pênis.

• 11. A menina acredita que a castração já ocorreu, já que não mais possui o membro, descartando assim a ameaça.

• 12. Na perspectiva da estética temos o mal uso da linguagem.

BIBLIOGRAFIA

CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia. São Paulo; Atual editora, 2004. p. 72-80.

SÓFOCLES. Atrilogia tebana. 11ª ed. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2002. p. 7-16.


Publicado em : Diversos, Biografias
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