A AVALIAÇÃO NO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por JEOVANE, em 23-09-2008 15:36
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Resumo

Este artigo tem a intenção de trazer algumas reflexões sobre qual a avaliação tem acontecido e qual deveria acontecer nas escolas, segundo diversos autores.

Palavra-chave: Avaliação. Escolas. Ensino. Erro e castigo.

A avaliação nas escolas

Pode-se afirmar que a avaliação tem assumido, e já há muito tempo, uma função seletiva e de exclusão daqueles que costumam ser rotulados "menos capazes, com problemas familiares, de aprendizagem, sem vontade de estudar, sem assistência familiar" e muitos outros termos parecidos, não é colocado em jogo, por exemplo, o desempenho do professor ou da escola e a Justificativa recai com muito peso sobre o aluno, baseado no seu suposto desinteresse, esta visão entende que o castigo constitui-se num dos meios para, literalmente corrigir a situação.
Os erros dos alunos são visto como, falta de conhecimento e capacidade dos alunos, Concordo com Luckesi (1995), quando diz que:
O erro pode ser utilizado como fonte de virtude, sendo que o professor deve estar "aberto" para observar o acontecimento como acontecimento e não como erro. O insucesso deve servir de trampolim para o sucesso, nesse contexto, não significa erro. A compreensão do erro é o passo fundamental para a sua superação, servindo para reorientar seu entendimento e a prática. O erro não deve ser fonte de castigo, mas sim um suporte para sua compreensão, retirando dele os mais significativos benefícios.

De acordo com Luckesi (1999).

A avaliação que se pratica na escola é a avaliação da culpa. Aponta, ainda, que as notas são usadas para fundamentar necessidades de classificação de alunos, onde são comparados desempenhos e não objetivos que se deseja atingir.


As avaliações nas escolas só visam avaliar os alunos e se eles não aprenderam foi por que não prestaram atenção às aulas dos professores ou por que os seus pais não participam da educação dos seus filhos e o professor fica isento desse processo.
As avaliações realizadas nas escolas decorrem, portanto, de concepções diversas, das quais nem sempre se tem clareza dos seus fundamentos. O sistema educacional apoiá-se na avaliação classificatória com a pretensão de verificar aprendizagem ou competências através de medidas, de quantificações. Este tipo de avaliação pressupõe que as pessoas aprendem do mesmo modo, nos mesmos momentos e tenta evidenciar competências isoladas. Ou seja, algumas, que por diversas razões têm maiores condições de aprender, aprendem mais e melhor. Outras, com outras características, que não respondem tão bem ao conjunto de disciplinas, aprendem cada vez menos e são muitas vezes excluídos do processo de escolarização.

Avaliar para quê?
Para hierarquizar, excluir, selecionar, classificar, verificar, rotular e alienar.
O ato de avaliar segundo Luckesi (1999) "envolve a coleta, análise síntese dos dados que configuram o objeto da avaliação".
Segundo Melchior, (1998)

"A avaliação deve ser um processo holístico, não fragmentado, contextualizado no processo de ensino e de aprendizagem, de forma democrática, onde todos os elementos envolvidos avaliam e são avaliados, conforme os valores e os pressupostos do projeto pedagógico".

Segundo Hdji, (1988).
"Avaliar é julgar é fazer a apreciação de alguém ou alguma coisa, tendo como base uma escala de valores ou interpretar dados quantitativos e qualitativos para obter um parecer ou julgamento de valor, tendo por base padrões ou critérios".

Contudo isso se percebe que a avaliação tem de adequar-se à natureza da aprendizagem, levando em conta não só os resultados das tarefas realizadas, o produto, mas também o que ocorreu no caminho do processo.
Avaliação é orientadora do processo de compreensão por parte do professor em relação aos processos que os alunos usam para aprender a reter o que eles lhes ensinam. O professor que não estiver só preocupado em "detectar" os resultados insuficientes e classificá-los poderá investigar o estágio de desenvolvimento do aluno.
Quando o sentido da avaliação deixa de ser a buscar da resposta certa, cria-se o espaço para que as diversas respostas possíveis sejam confrontadas, gerando novos olhares, percepções e conhecimento.
Para Luckesi (1999).
A avaliação serve para diagnosticar, auxiliar cada educando no seu processo de competência e crescimento para a autonomia e indicadora de novos rumos. Serve também para compreender o estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, objetivando o avanço no processo de aprendizagem.
Por tudo isso se percebe a grande necessidade de mudar não só o discurso, mas sim a pratica no que se refere à avaliação, pois o que tem acontecido em muitas escolas não é avaliação e sim uma tortura.
Segundo Hoffmann (2000) :
Avaliar nesse novo paradigma é dinamizar oportunidades de ação-reflexão, num acompanhamento permanente do professor e este deve propiciar ao aluno em seu processo de reflexões acerca do mundo, formando seres críticos libertários e participativos na construção de verdades formuladas e reformuladas.
A avaliação não começa nem termina na sala de aula. A avaliação do processo pedagógico envolve o Planejamento e o Desenvolvimento do processo de ensino. Neste contexto é necessário que a avaliação cubra desde o Projeto Curricular e a Programação, do ensino em sala de aula e de seus resultados (a aprendizagem produzida nos alunos). Fazendo assim teremos uma avaliação positiva e que estar a favor da aprendizagem e não contra.
Finalizando as escolas não podem usar a avaliação como castigo ou um meio de punição, pois assim ela perdera todo o seu sentido e passará a ser um tédio para os alunos. Avaliação tem vista como, mas uma ferramenta que estar a favor da aprendizagem e que ela tem que acontecer em todos os momentos.


Publicado em : Artigos Científicos, Diversos
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