Vendo as imagens da Copa de 1958, vencida de forma tão brilhante pelo Brasil, fico imaginando como certas pessoas são tão cegas e negam o óbvio. Estou pensando aqui no Sr. Maradona. Ele realmente se acha o melhor do mundo? Ele e alguns outros realmente pensam que a Argentina tem o mesmo peso no futebol mundial que o Brasil? Vamos pensar!
Nós somos donos de cinco títulos mundiais incontestáveis. No mínimo quatro deles vencidos de maneira genial. E eles? Dois, sendo que em 1986 um dos gols decisivos foi marcado de mão pelo mesmo Maradona. E o de 1978, na Argentina, muito pior. Todos já sabem da descarada armação para a Argentina se tornar campeã.
Aliás, gostaria de me aprofundar mais na análise dessas duas seleções, a do Brasil de 1958 e a Argentina de 1978. As duas têm o mesmo valor no futebol, ou no esporte mundial? Claro que não. Mais do que a vitória limpa, a seleção de 1958 deve ser lembrada como o ideal do espírito esportivo e a Argentina de 1978 como o inverso do que deve ser o esporte. Exagero? Vejamos. Na final de 1958 o Brasil vence e goleia a Suécia dona da casa. É aplaudida pela torcida da casa e na volta olímpica carrega a bandeira sueca. Veja o ideal do espírito esportivo. A confraternização, a união de dois povos tão diferentes em uma disputa esportiva, e somente esportiva. Aliás, claro que devemos deixar aqui nossos parabéns a todos os suecos, jogadores, torcedores, jornalistas. Foram ao estádio torcer pela sua seleção, perderam e aplaudiram. Nossos jogadores, ao contrário do que muitos atletas fazem hoje, agradecem, como artistas, sua nobre platéia. Um show de brasileiros e suecos que nunca é abordado dessa maneira.
E em 1978? Armação nos bastidores, subornos, ameaças. O esporte usado como arma política. E pior. Uma competição vencida de maneira tão suja. Uma Copa que merece ser lembrada como um dos piores momentos do esporte mundial, como a Copa de 1934 na Itália Fascista ou as Olimpíadas de 1936 na Alemanha nazista.
Copas do mundo de 1958 e 1978. A diferença entre as duas competições é muito mais do que vinte anos. A de 1958 é o ideal do espírito olímpico de competição saudável, amizade e respeito entre os povos. A de 1978 representa a morte desse mesmo espírito, com o esporte usado da maneira mais vil e vergonhosa possível.
|