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| Moiras |
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Tece-se um novo dia E o espreito com meus olhos Antes de recriar-me Longas horas de orgia E o corpo nada deseja A não ser descansar-se Não há nada de novo (Tudo sempre igual) A retina vê o que o peito já conhece Antecipado o meu futuro (Começo, meio e fim) Antes do tempo saber que envelhece Moldam-se sussurros Que enlinham um caminho Cogitado por suspiros Laços em declínios E o necessário do viver Faz o coração morto e impuro E aí... (O peso de respirar) Desfaz o sonho antes certo E a fé do acreditar (Que guioa sempre os passos) Machuca a alma e quem a ama Não há nada de novo (Tudo sempre igual) Mas ainda tento me surpreender Antecipado o meu futuro (Começo, meio e fim) Mas ainda tento aprender...
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