Sobreviveremos nós, os passageiros? Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Teddy, em 15-11-2007 19:54
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Hoje a tristeza não é passageira, hoje a tristeza é de pais, mães, filhos, amigos, irmãos e irmãs de passageiros, que não passaram livres da tempestade que castiga o já tão massacrado país. Como se já não bastasse as surras que levamos todos os dias de responsáveis idiotas que não se responsabilizam por nada, vem a "pisa" que é a crise aérea que só se agrava e grava no peito de cada um envolvido, o desespero, a tristeza, a revolta enfim, a angústia de ter que engolir mais uma que traz outra e se tornam outras.

Veio a primeira grande e sinistra tragédia, foram mais, bem mais que cem, que sem culpa alguma tiveram suas vidas ceifadas por algo até hoje não bem explicado, para a angústia de outros mil, milhares, milhões de inocentes que pouco podem fazer e menos ainda fazem para mudar alguma coisa.

A vergonha aumenta quando o mundo acompanha pela TV a humilhação de outros tantos passageiros passados pelo corredor de quase morte moral que se tornou a situação dos serviços de transportes aéreos deste país.

Não tanto tempo depois (dez meses para ser mais exato) quase como objeto de uma premonição acontece a maior tragédia da história da aviação brasileira. São quase duzentos os que perderam suas vidas, são incontáveis os que perderam os ânimos para continuar e seguir em frente. Atos "oficiais" surgem por toda a parte dos governantes, mas mais oficial é a grande tristeza em que se encontra o país diante disso, que parece não ter fim.

De quem é a culpa? Eu pergunto.

De quem é a culpa? Você pergunta.

De quem é a culpa? As famílias em luto perguntam.

De quem? De quem?

A caça às bruxas foi aberta. Caçadores enfurecidos jogaram-se ao ar, mas não sabem, coitados, que as bruxas, com seus poderes mágicos, místicos, podem e vão fazer com que logo tudo fique "calmo" todos logo voltarão a sorrir e seguir suas vidas até o dia em que todos terão os seus encantados finais felizes. Kazam!

18/7

Teddy, como o Brasil, em luto, e puto! Muito puto com essa puta!(ria) sem vergonha com o codinome politicagem brasileira.


Publicado em : Crônicas, Crônicas
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