| A era das trevas |
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Porquê?
Porquê contentarmo-nos com a nossa mísera existência?Porquê não irmos para além dos sonhos, do fantástico, do irreal do impossível? Porqê cruzar os braços? Está na hora de lutarmos pela sobrevivência, pelos nossos direitos,pela tão proclamada igualdade que nos é dada como uma peça de teatro, escondida atrás de escuras cortinas, que nós apenas aplaudimos...aplaudimos, tristes e inconscientes,como se de uma grande obra se tratasse.Isto deve e tem de mudar! Chega de sermos espectadores! Vamos lutar pela real igualdade que tão abafada é por estes momentos de ilusão. Porquê não apreciar os infinitos raios do sol que nos traçam o caminho da perseverança, do amor e da tranquilidade? Porquê não ouvir a melodia tão bela que nos oferece o rouxinol? Uma melodia que nos faz subir aos espaços, correr com as nuvens, como se de belos parques e florestas tropicais se tratasse? Porquê olhar para a imensidão do mar como se de uma simples praia se tratasse? Desprezar a vida que lá existe? Não distinguir o azul marinho do mar, do verde seco dos pântanos? Porque já nada disto tem importância! Limitamo-nos a agarrar na desgraça, na solidão, no isolamento. O povo unido e feliz que "jámais será vencido", morreu. Há muito que deixámos de ser esse povo. Transformámo-nos em bandos,ninguém confia em ninguém, ninguém acredita em nada. Acreditaremos, ao menos, em nós próprios? Infelizmente nem isso sei, nem posso responder. A sociedade envolve-nos numa bola de fogo donde quem tenta escapar fica sujeito à mais dolorosa das mortes. Porquê ligarmos aos defeitos dos outros? Ao que dizem de nós? Aos bens materiais? Porque a nossa sombra é uma fusão entre o medo e a ignorância! Embora pensemos o contrário, o medo está sempre presente, cola-se a nós como que uma bactéria e a certa altura, sem nos apercebermos,vai-nos dominando, até que toda a luz, a luz da vida, a que nos é dada quando nascemos, desaparece. E com ela, desaparecemos nós...Deixamos de estar presos a este corpo e a nossa alma tornar-se- -à finalmente, imortal.Seremos pó. Hoje a morte assusta-nos e tentamos fugir dela.Isso não deve acontecer. Ela deve ser vista como um momento de glória,onde a experiência e a vivência se tornaram vastas e já cumprimos a nossa missão. Quanto à vida, devemos aproveitá-la bem e combater com todas as nossas forças e vontade, os grandes senhores do poder, que tão fàcilmente nos tratam como robots ou mesmo como escravos, roubando-nos a liberdade, e vivendo à custa disso mesmo. Mas se acreditarmos em nós e nos unirmos, nada nem ninguém nos travará. Seremos invencíveis. Acabará o tempo em que vemos os nossos mais profundos desejos como simples sonhos e começaremos a vê-los como futuras realidades,independentemente do que se tratem, quer a nível físico, profissiomal ou emocional.O que nunca poderemos fazer é cruzar os braços e desistir,pois isso será assinar a nossa própria sentença e a dos que nos amam. Se os grandes senhores da História concretizaram tão marcáveis feitos, seremos nós tão diferentes ou inferiores que nunca consigamos vir a fazer o mesmo? Nunca! Somos nós que damos dimensão aos problemas, tornando-os maiores, quando o que devemos fazer é menospreza-los cada vez mais, de forma a que estes nunca nos vençam. Apreciemos, isso sim, os milagres da natureza que nos rodeia, as imensas cores das flores, o verde das árvores, as suas inúmeras formas, as nuvens que tanto nos dizem, as águas que um sentimento tão grande de imensidão nos transmitem e até mesmo os desertos que nos mostram o que ainda nos falta conquistar. Só nós podemos construir a nossa própria felicidade!
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