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Escrito por Nadilce Beatriz Zanatta Ponsoni, em 11-09-2008 17:41
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Vou acompanhar-te em qualquer tempo
Fazendo-me passar por paisagem triste,
E da tristeza, então, pranto sempre lento.

Qualquer sina que desfaça este destino,
Ei de jurar-te a lentidão das eras.
Afigurar-me guerreira pudica
Só para colher tuas mãos.

Se minha guerra perder o rumo,
Encontrar-me-ás desarmada e fraca
E na fraqueza, desgraçada, sem prumo.

Tais queixumes usurparão dádivas
Aos meigos ignorantes,
E de tanto gritar esperanças
Faltar-me-á a força da lucidez.

Toda luz furtarei de escuridões eternas,
Ocultarei cada facho em nichos de meu olhar,
E olhando toda dor, em mim, não serão nada ternas.

Ai se encontrar-te em qualquer caminho,
Pedirei vingança à sabedoria,
Agora que perdi toda luxúria
Vem anunciar-te alquebrado!

Vou debruçar-me sobre o vento,
Equilibrar minha ira com tua ironia
Piedade. ironizo assim, meu tormento.

Publicado em : Literatura, Poesias
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Comentários (1)
Postado em guenia, em 14-09-2008 01:54, , Membro Registado
Gosto do que escreves porque despes a hipocrisia ! 
Um abraço
 
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