| FUTEBOL- SEM ARTE E VIOLENTO |
|
|
Esta observação mostra um diferencial, desta forma nos fez pensar muito no que vem ocorrendo, principalmente nestes últimos trinta e cinco anos com este esporte.
Nos esportes coletivos e citando o basquete, é raro um jogador agarrar as pernas do adversário e conseqüentemente fazer a falta. Normalmente agarrões e empurrões são na parte do tronco do corpo. Neste esporte se joga com as mãos e se faz falta com as mãos, de outra forma é agressão - todas contam para tirar o infrator do jogo. O interessante é que no futebol se joga com os pés, e, os braços e mãos ficam totalmente livres para fazerem faltas. Enquanto um pensa em demonstrar suas habilidades com os pés, o adversário tem a possibilidade de tentar impedir usando as mãos, fica muito mais fácil fazer as faltas e com melhor aproveitamento na sua proposta de não deixar o adversário jogar. As faltas com os braços e mãos deviam ser punidas tão severamente como é no basquete, se, por exemplo, algum jogador der uma rasteira. Sobrando as mãos quando estamos jogando futebol, a tendência é realmente mais faltas violentas, inclusive com a possibilidade de socos e cotoveladas que têm causado muitas contusões sérias. Levar socos no futebol, só perde para as lutas incluindo o boxe profissional, porque no amador o rosto é protegido por capacete, com a ressalva importante que no boxe os braços e as mãos do adversário são treinados para se defenderem e não se vê sistematicamente pernadas ou rasteiras - se acontecer o lutador estará desclassificado. Acrescente ao soco, muitas cabeçadas propositais, para todos estes recursos anti-esportivos, deveriam sim, instalarem as câmeras de vídeo mostrando e possibilitando aos árbitros punirem e as comissões de disciplina julgar os infratores violentos, jogador que agredi não tem coragem de normalmente encarar uma outra pessoa de frente, é sempre na covardia, pois o adversário esta concentrado em jogar bola. Observa-se este lance no basquete de travar os adversários entre as pernas para não deixá-lo jogar? No futebol se agarra á todo instante, incluindo para matar a jogada - nova “técnica do futebol”. O aperfeiçoamento físico só fez crescer estas situações de agressões nos jogos com os jogadores mais velozes, e automaticamente com diminuição dos espaços, os choques acidentais passaram a ser mais constantes. Os menos habilidosos, mas com preparo físico passaram a chegar junto para “rachar”, e muitos dos craques para não ficarem aleijados, evitam exibir suas habilidades, deixando de usarem, naturalmente vai caindo o nível dos jogos. Mais uma da máxima evolutiva, na natureza o que não se usa, se atrofia. Nesta dimensão dos choques, as faltas em uma partida aumentaram e cresceram assustadoramente o número de contusões graves proporcionalmente, abreviando a carreira de muitos grandes jogadores. Parece que a violência no jogo, do jeito e modo que esta, vai demorar a diminuir. Nas chamadas categorias de base dos clubes, essas contusões vêm acontecendo de há muito tempo - futuros craques estão ficando inutilizados. Raciocino e evidencio sempre da necessidade de haver espaço, neste que é o palco para os artistas da bola evoluírem e mostrarem suas habilidades, focando que dentro de campo as jogadas desenrolariam conforme o esperado de um jogo de futebol. Simplesmente, os jogadores teriam mais tempo de raciocinar, ajeitar a bola com os pés ou o peito, de tais formas que antes do marcador chegar, ele passaria a bola ou com espaço tentaria o drible. Com os jogadores hábeis ocorreria demorar menos tempo para ser absoluto no lance e terá condições de fazer passes perfeitos, lançamentos e cruzamentos onde quem fosse receber, por exemplo, uma bola para cabeceio, teria tempo de se ajeitar e olhar para a direção certa que se pretende mandar a bola. A jogada pessoal de extrema beleza pela elasticidade que o executante tem que ter - à bicicleta, tornou-se raro, pois com o bolo de jogadores que se formam, ao se tentar executar a bicicleta, poderá acertar o rosto ou a cabeça de alguém. É recorrente a mortífera ordem de comando chega junto, nada mais é para que os cabeças- de-bagres e botinudos recorram desse expediente, com violência, normalmente para quebrar o jogador que está com a bola. Ao invés de mostrar evolução, parece que em termos de jogar futebol com lances bonitos, que já existiram, os resultados tem sido de uma “involução”. Quebraram o princípio do futebol desde a sua regulamentação, que era, medir a qualidade do melhor time, mediante o maior número de tentos que obtivesse numa partida, ou seja – os gols. O jogador sem espaço para jogar, vai ficar igual colocar uma baleia em uma piscina pensando que ela irá evoluir sem o espaço que a natureza lhe presenteou. Seguindo na problemática das contusões que são cometidas, o carrinho deveria ser punido com multas pesadas e revertida para o agredido em caso de contusão grave. Hoje os noticiários mais importantes são de quanto tempo tal jogado vai ficar parado, vai operar tal parte do corpo e são citados nomes científicos. E tome contusões graves nos tornozelos, joelhos, etc. As contusões têm causado prejuízos com o afastamento prematuro dos grandes jogadores, deveriam ser estudados e analisados formas buscando uma solução. Atualmente é muito difícil que um jogador apontado como fora de série ou craque, chegue aos trinta anos sem ter sofrido uma ou mais operações delicadas, em conseqüência de uma entrada violenta. A falta de espaço vem igualando por baixo os clubes e as seleções, tudo em decorrência de não deixarem condições para os verdadeiros jogadores atuarem. Este é o resultado do que implantaram nos anos 70 e estão aparecendo com toda a transparência, mas não querem enxergar. Os países que mais defenderam e fizeram apologia ao futebol força, estão amargando não possuírem ou raramente aparece um jogador bonzinho de bola. Mais uma coincidência? Muitos craques têm aparecido nos países onde estas preparações do físico, ainda não são aplicadas no seu todo, e esses jogadores tem se destacado nos grandes times dos centros de futebol, onde são considerados avançados. Nas situações quando uma pessoa quer apresentar seu dom, sua capacidade de fazer alguma demonstração de habilidade e destreza, desenvolver ou criar um objeto, uma obra de arte independente do estilo, enfim, transmitir para outras pessoas conhecimentos, beleza, admiração, risos, lágrimas de emoção e aplausos, tanto no campo material como no abstrato - é considerado um artista. Desta forma o jogador de futebol quando executa e mostra lances com habilidades é um artista com a bola, como o pintor é com pincel, o músico com o manuseio das teclas de um piano,etc... Da mesma maneira o jogador de futebol precisa de seu instrumento e o local para fazer sua demonstração, o campo com espaço necessário para sua evolução e mostrar sua arte. Insisto e persisto em pedir espaço para que possamos ver e admirar os artistas da bola, permitindo que eles nos compense com momentos de alegria, num contexto que somados a outros momentos, abastecem de felicidade muitas pessoas. Das vezes que me preparo para ver ou assistir uma apresentação de um artista em qualquer área, compramos normalmente os ingressos, temos gastado com transporte e outras despesas. Se durante a apresentação uma atitude ou um acontecimento prejudique a atuação do que fomos assistir, e em caso de perdermos parte desta apresentação, seremos prejudicados em vários sentidos, como ficar frustrado por não conseguirmos o que pretendíamos e perdemos dinheiro. Por exemplo, quando estamos em casa assistindo a um jogo principalmente com pagamentos de pacotes de jogos de assinatura ou quando vamos assistir ao jogo ao vivo, que além ingresso temos muitos outros gastos, têm ocasião que as pessoas viajam até de avião. Nas duas situações tanto como telespectador como espectador, e se uma ação dentro de campo impede você de assistir um dos artistas da bola, interrompendo sua apresentação saindo de campo no caso de uma contusão, causada por uma falta que tem mais há ver com uma agressão física do que uma entrada em função de uma jogada normal, este atleta saindo é diminuída as possibilidades de seu clube ou a seleção de seu país lutar por uma vitória. Esta situação demonstra como os prejuízos podem ser grandes, para o torcedor que fica privado de ver, por exemplo, num caso ser o seu ídolo maior, até os investidores que vê a oportunidade de melhorar seu retorno financeiro com o clube - também têm prejuízos. Tem ocorrido muito dessas situações onde o time em função da perda de uma peça importante da engrenagem ou jogador importante do time deixa de ser o campeão. Nos jogos ou em outra atividade, aplaudimos e incentivamos os artistas normalmente por identificação pessoal, como pela ação ou atributos por ele apresentado. É intrínseco ao ser humano interagir com o meio que vive, com quem anda, com a natureza e muitas outras situações que nos rodeiam. Sentimos-nos agredidos quando agridem quem ou o que gostamos, a identificação com os jogadores nos levam para o lugar deles dentro de campo, me acho sempre melhor, pois chutaria aquela bola melhor, não perderia o lance, driblaria o zagueiro e ficaria na cara do gol - chutando livre. Em outra oportunidade pegaria aquela bola que o frangueiro do goleiro deixou passar, e por aí vai. Assista um jogo num estádio e passe a prestar atenção nos torcedores. Ser técnico então, somos quase 200 milhões Focando as jogadas violentas, quando o jogador do meu time é agredido, também me sinto agredido e tenho vontade de revidar. E nas sucessivas agressões em campo, também vou sentindo sucessivas vontades de revidar as faltas violentas. Ninguém pode negar que a sucessão ou repetição de qualquer ato, ação ou pensamento, nos condiciona naturalmente a agir da maneira que nos abastecemos. A violência das jogadas conduz aos poucos o comportamento da torcida a agir com violência também nas arquibancadas ou refletindo após os jogos fora dos estádios, tem outros fatores que ajudam a criar o clima. O campo de jogo se transformando em arenas de gladiadores e a torcida querendo ver sangue. Já vimos este filme, contados pela história. Os leitores conhece bem esses problemas apontados. ***Prováveis soluções é o tema central do livro CHUTANDO DE EFEITO – 2/2006
|
| < Anterior | Próximo > |
|---|