DOMINGO NA TV Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Roberto J. Fraga Moreira, em 07-09-2008 23:20
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Minha gente, passar o domingo em casa sem ter o que fazer, a não ser assistir TV, é um imenso desprazer.

Ao ligarmos a televisão, damos logo de cara com o Faustão, dentro daquela roupa apertada como que procurando, em vão, esconder o imenso barrigão.

As atrações procuram as nossas atenções, mas só conseguem causar irritações em quem as vê por falta de opções

Um bobageira só que irrita sobremaneira o pobre do tevente, que repetidamente é obrigado a assistir as mesmas coisas semanalmente, sem que consiga se livrar dessa proeza, efetivamente.

E à procura daquela que possa ser diferente, ou mesmo um pouco mais atraente, ele muda de canal insistentemente, para chegar à conclusão que o faz inutilmente.

È tudo igual em todo canal. Os mesmos programas de auditório, e suas apresentações repetitivas com pequenas variações, somente percebidas em raras ocasiões.

O Raul Gil, este todo mundo já o viu há muitos anos. E até hoje continua tirando ou não o chapéu para os personagens que compõem o seu imenso painel .

O Silvio Santos, com o seu sorriso de gesso, atua no palco como um menino travesso, embora já tenha passado dos oitenta, muito embora tente disfarçar que os ostenta.

O Fantástico também não é diferente, e sempre coloca à nossa frente matérias desinteressantes, tentando prender, mesmo que por breves instantes, a atenção dos telespectadores mais que tolerantes.

O Doutor Dráuzio Varella tem resposta para tudo, como se fosse um sabe-tudo, levando as pessoas a mudarem tratamentos quase que constantemente, mesmo sabendo que a cada domingo a nova receita para cada mal será diferente da atual.

O Gugu é como uma sopa de angu: Cheia de coisa boiando sem que saibamos ao certo o que possam ser. Gente que ninguém conhece, e que não apetece, desfila pelo palco fazendo coisas banais, e das quais jamais nos lembraremos.

Poderíamos falar de outras atrações que povoam as demais estações, mas seria incorrer na mesmice que repete a permanente tolice daqueles que decidem o que levar ao ar, para desespero dos que nos domingos ficam em seus lares.


Publicado em : Crônicas, Crônicas
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