| Escrito por camila meneghetti, em 07-09-2008 23:00 |
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Eu fiquei o dia inteiro pensando sobre como escrever o encontro de
hoje, ontem te procurei no show, você não estava e percebi que aquela
velha frase faz sentido, de estar numa multidão e só uma pessoa
interessar. Foi estranho, muito. Porque eu te parei e agi como se nunca
tivesse escrito nada pra ti e tu nunca tivesse falado ou lido nada
sobre isso, agimos como bons conhecidos e rimos.
Não
sei o que se passou pela sua cabeça, mas na minha tudo acontecia muito
rápido, eu fiquei feliz por te ver, ouvir sua voz, te olhar nos olhos,
mas queria ter dito tanta coisa, perguntado tanta coisa e não fiz,
porque eu vi que pra você de maneira bem direta talvez não importasse
mais. Então nos tratamos como bons amigos e cada um foi para um lado,
com seus pensamentos a mil, com seus passos apressados e carreguei no
rosto um sorriso e você, bom, não sei.
Talvez o sentimento tenha
acabado, mas nunca tiro a idéia da cabeça de que se algum dia tentarmos
de novo daria certo, porque quando paramos de nos falar senti uma falta
absurda dos seus comentários egocêntricos nos meus textos, das suas
idéias ilárias e das suas músicas que tanto retrataram nossa história.
Sinto
saudade, remorso, tristeza, carinho e sorrio, porque você ainda me faz
muito bem, estando do outro lado da rua ou com outra. Sua imagem sempre
acalmou meus pensamentos.
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