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SAUDADE MÓRBIDA Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Lu Lena, em 03-09-2008 22:07
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Aprecio a paisagem translúcida no espaço
Ouço o bater de sinos na capela distante
Vento varre a cabeleira dos verdes matos
No céu, vejo cortejo d'espíritos viajantes.

Balanços das folhas, vultos acenam pra mim
Dogmas infundados entre a vida e a morte
Sopram ao meu ouvido, que isso não tem fim
Círculo vicioso e simbiótico lançado a sorte.

Prolixa e moribunda divago sem entender
Na oculta inflorescência a busca do amor
Lágrimas gotejantes, doridas de um sofrer.

Na lápide, vejo um poço árido que secou
Nas flores silvestres, o toque de teu ser
Saudade mórbida foi apenas o que restou.

Publicado em : Literatura, Sonetos
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Comentários (3)
Postado em Elel, em 28-10-2008 23:46, , Membro Registado
Depois de ler atentamente, aprofundando nas palavras, se consegue sentir o conteudo espiritual e descobrir a intenção da poetisa que existe em tí....Muito, muito muito bom!
 
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Postado em Amanda Ribeiro, em 12-10-2008 22:44, , Membro Registado
E como dói a ausência... 
A saudade grita, bate, judia e ninguem ouve..´.apenas nosso coração que chora... 
Lé..vc é muitooooooo, muito viu!!Muitooooooo boa no que faz menina!! Bjinhussssssss ;) ;)
 
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Postado em José Emir, em 06-09-2008 11:07, , Membro Registado
Olá Lu. Bom Dia que tenhas, determino! E assim o será! Esta tua Saudade Mórbida a qual descreves de maneira genial é digna de alguém deveria pertencer a Academia Brasileira de Letras. Meus parabens. Um dia quem sabe, escreverei como você. Um beijo, José Emir
 
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