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| SAUDADE MÓRBIDA |
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Aprecio a paisagem translúcida no espaço Ouço o bater de sinos na capela distante Vento varre a cabeleira dos verdes matos No céu, vejo cortejo d'espíritos viajantes. Balanços das folhas, vultos acenam pra mim Dogmas infundados entre a vida e a morte Sopram ao meu ouvido, que isso não tem fim Círculo vicioso e simbiótico lançado a sorte. Prolixa e moribunda divago sem entender Na oculta inflorescência a busca do amor Lágrimas gotejantes, doridas de um sofrer. Na lápide, vejo um poço árido que secou Nas flores silvestres, o toque de teu ser Saudade mórbida foi apenas o que restou.
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