| Boneca de pano. |
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Boneca de pano, Ser inorgânico. Dotada de beleza singela, Essa doce donzela. Menina de algodão, Colorida de cetim. Olhar sem brilho, No rosto um sorriso permanente. Sem expressão e sem sopro de vida, Torna-se uma criança para sempre. Sentimentos sem alma, Uma triste mentira. Não pode retribuir o amor de ninguém, Nenhum mal pode lhe acometer, Mas nenhum bem pode alcançá-la. Guardada no fundo do armário, permanece intacta, Enquanto a vida corre do lado de fora. Crianças de verdade brincam na grama, Crescem, morrem e se tornam grãos de poeira
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