Boneca de pano. Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Aline Pottier Gama Duarte, em 29-08-2008 15:59
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Boneca de pano,
Ser inorgânico.
Dotada de beleza singela,
Essa doce donzela.
Menina de algodão,
Colorida de cetim.
Olhar sem brilho,
No rosto um sorriso permanente.
Sem expressão e sem sopro de vida,
Torna-se uma criança para sempre.
Sentimentos sem alma,
Uma triste mentira.
Não pode retribuir o amor de ninguém,
Nenhum mal pode lhe acometer,
Mas nenhum bem pode alcançá-la.
Guardada no fundo do armário, permanece intacta,
Enquanto a vida corre do lado de fora.
Crianças de verdade brincam na grama,
Crescem, morrem e se tornam grãos de poeira

Publicado em : Literatura, Poesias
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Comentários (6)
Postado em paulopazz, em 08-11-2008 13:32, , Membro Registado
Belíssimo poema que quebra o romantismo fantasioso que a boneca empresta, às vezes até superando a alma criança que existe dentro de nós.
 
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Postado em abcd2007, em 25-09-2008 16:01, , Membro Registado
Bonecas de pano existem aos milhares por esse mundo a fora e ainda bem que não somos assim, 
Parabéns pelo belo poema! 
Beijos, 
Nic
 
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Postado em Raymundo Luiz Lopes, em 12-09-2008 22:50, , Membro Registado
Interessante a relação entre o inatingível e o atingível, o real e o imaginário. O verso final revela a angústia/sensibilidade da artista. Gostei!!! Bjs. Raymundo Luiz Lopes :? :zzz :)
 
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Postado em Nildon, em 06-09-2008 09:59, , Membro Registado
Nada mais triste quer parecer em vez de ser, não sei como tem gente que acha o oposto. Mas...  
Gostei do texto.  
Bjos
 
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Postado em NiGero, em 31-08-2008 17:22, , Membro Registado
Oi Aline, profundo a boneca de pano, um inicio timido, um final arrasador...admirei seu tema, tem emoção...beijus Ni
 
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