| A falta que você me faz |
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É de mister, mulher, falar em voz alta pra escutar toda a gente e não ficar somente entre nós, é de amargar a falta que você me faz, pra falar a verdade, virei um poço de saudade que transborda quando faço café, almoço e jantar, que transborda inda mais quando arrumo, lavo e passo, e finda o dia e a faxina não finda, me ouça, minha pequenina mais-valia, e sinta minha sucinta sinceridade: assumo, mulher, que não sei viver sem você; e, pra você voltar, vou jurar o seguinte: no domingo, não vou à praia se não fizer sol e não fico bravo, não me queixo nem xingo, deixo que você saia e vá ao bingo depois de lavar louça e, depois do futebol, e das vinte às vinte e vinte, vou ser seu escravo e não vou beber nem um pingo!
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