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Escrito por Nadilce Beatriz Zanatta Ponsoni, em 27-08-2008 19:29
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Quando deitarei meu anoitecer
Dispensarei as dores da terra
Renunciarei ao medo da nudez
Fingirei insensatez....

Ao céu pedirei asilo
Por padrão, minha cor azul
Ficarei por lá inusitada
Será minha última estada....

É que hoje, há belo verão
Que eu trouxe da juventude
Veio no balanço do outono
Enrubecido, sem dono....

E quando eu contava as primaveras
Nela pensei só em flores
Verdade, comi muito mel
Em alguns potes, também o fel....

E longe, quando eu brotei do caos
Nem sabia que eras existiam
Neófita, descalça e de pouco siso
Logo dispensei qualquer aviso...

Quando deitarei meu anoitecer
Já saberei orar ou suplicar
Juntarei todo meu pecado
E para os inimigos direi:
Este também foi doado.

Publicado em : Literatura, Poesias
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