| Despedida |
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Quando deitarei meu anoitecer Dispensarei as dores da terra Renunciarei ao medo da nudez Fingirei insensatez.... Ao céu pedirei asilo Por padrão, minha cor azul Ficarei por lá inusitada Será minha última estada.... É que hoje, há belo verão Que eu trouxe da juventude Veio no balanço do outono Enrubecido, sem dono.... E quando eu contava as primaveras Nela pensei só em flores Verdade, comi muito mel Em alguns potes, também o fel.... E longe, quando eu brotei do caos Nem sabia que eras existiam Neófita, descalça e de pouco siso Logo dispensei qualquer aviso... Quando deitarei meu anoitecer Já saberei orar ou suplicar Juntarei todo meu pecado E para os inimigos direi: Este também foi doado.
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