| Olimpíadas de Pequim |
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Acabou a ressaca das olimpíadas 2008. Entre satisfeitos, insatisfeitos e indiferentes, conseguimos quinze suadas medalhas, cinco a mais das obtidas em Atenas-2004, sem que isso, infelizmente, fosse o suficiente para melhor nos posicionar na classificação geral. Amargamos um desalentador vigésimo terceiro lugar, abaixo de alguns paises sem nenhuma tradição esportiva, como a Etiópia (décimo oitavo), o Quênia (décimo quinto) e a Jamaica (décimo terceiro). Desculpas para esse discreto desempenho? Muitas, como sempre. Mas de nada adianta relacioná-las. Os fatos falam por si. Só não me venham argumentar que ficamos atrás da Etiópia, do Quênia e da Jamaica porque eles só disputam o atletismo e, reconhecidamente, possuem tradição nesse esporte. E nós? Não apossuímos também tradição no futebol, vôlei, judô, natação, etc ? Se levássemos a sério essas modalidades como eles fazem com a única que disputam, estaríamos matematicamente com vantagem em, pelo menos, mais três categorias, sem falar nas demais, fato que nos proporcionaria, estatisticamente, uma maior chance de ganho do ouro olímpico. Airton Senna disse uma vez que o importante é vencer e que o segundo lugar é o primeiro dos últimos. Quem se lembra do vice campeão ? Nas competições individuais tivemos algumas gratas surpresas: os nossos atletas do judô não deixaram nada a dever aos seus adversários; a natação também revelou novos valores, nem todos premiados, mas muito bem representados pelo nosso Cielo, medalha de ouro, a primeira da natação brasileira em olimpíadas; na ginástica nossos atletas, Hypólito, Daiane e Jade , todos do mais alto nível, não trouxeram medalhas. Tenho para mim que eles deram um azar danado, principalmente o Hypólito, ao cair de bunda no finalzinho da apresentação. Fazer o que? Mas em compensação a nossa Maurren , contra tudo e contra todos, conseguiu também a primeira medalha de ouro feminina no atletismo olímpico, uma bela surpresa! É verdade que ainda estamos muito longe do ideal em termos de competitividade geral. A distância que nos tem separado dos primeiros colocados nas olimpíadas sempre foi incomensurável. Mas aos poucos, com determinação, apoio governamental e patrocínio da iniciativa privada, os nossos atletas poderão apresentar um melhor desempenho que venha se refletir positivamente no quadro geral de medalhas, para o bem de todos e felicidade geral da nação. Amém.
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