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o moco do currupira Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por vander de souza dias, em 24-08-2008 07:24
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O trem e dificil de escrever, em pc estrangeiro, nao tem til, acento nem cidilha...mas mesmo assim, tenho que conta o causo, o acontecido.Fui eu, meu fio e um amigo dele, visita uma mata qui tenho, pras bandas da Agua Comprida, cujo corgo da nome ao lugar: Mocambique. Foi por causa de uns negros fujoes, que ali montaram seu pequeno quilombo. Adentramos na mata, visitamos a enorme jaboticabeira, centenaria, e descemos rumo as mangueiras, sao quatro, plantadas em linha reta, militarmente dispostas. Embaixo da maior, uma surpresa... Na sombra de seus galhos, econtramos um moco, um esconderijo. Bem protegido, com lona preta plastica e lona amarela sobre tudo. Chegamos resabiados, botando reparo e nao resistindo, levanteia lona com meu cajado pastoreador de cascaveis...Grilos, aranhas, lacraias e outros, fugiram em debandada pegos pela luz, desprevenidos...varios pacotes, protegidos por sacos plasticos de cinco quilos de arroz...receosos, abrimos um: tantantan...Que apareceu? Uma colecao completa da revista Playboy, desde 1999. Meu filho e amigo ja fizeram planos pra coloca-la no Mercado Livre. Juntaram todas, com cuidado, colocaram em dois sacos grandes, colocaram nas costas e comecaram a voltar, pro carro, com inumeros planos. Mas, ai comecou o acontecido: ja comecaram se perdendo...em vez de subir, desceram...pegaram caminho sem trilhas, os cipos comecaram a agir estranhamente, pareciam que dificultavam cada passo. Uma enorme aranha armadeira, quase pica meu filho, com muito custo chegamos na borda do mato...A chuva, o ceu caiu sobre nos, raios, trovoes, agua caia que atrapalhava a visao...Chegamos ao carro, guaram o tesouro, adentramos e quem disse que o carro pegava. Quando pegou, nao andou dois metros, atolou na beira de um corginho e la ficou...abandonado a sua sorte. Pegamos o caminho da descida, chuva, raios, trovoes, escorregadelas eram nossas parceiras de caminhar... E so ai percebemos o que tinhamos feito, ja contados pelos antigos, era o moco do currupira...era ali, que nas noites solitarias, sem ter o que fazer, sapecava varias e homenagem Jaci, pra Cuca, pra mula sem cabeca....


Publicado em : Literatura Popular, Causos
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