Alexandre Cevit - Personagens de A Carta Coringa Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Robson Leão Cardozo, em 23-08-2008 19:27
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Como o livro ainda não foi publicado e ainda não está à venda, vou escrever sobre os vários personagens que o livro possuí para dar algumas "amostras grátis" sobre o conteúdo do livro.

Vou postar sobre alguns personagens, pelo menos, os mais importantes e um pouco sobre a civilização e o contexto que eles estão inseridos.

O primeiro personagem e o mais importante é o chamado Alexandre Cevit, na realidade, seu pseudônimo é o título do livro, ele é o "Carta Coringa".

ALEXANDRE CEVIT - A CARTA CORINGA

Nome original: Alexandre Cevit

Pseudônimo: A Carta Coringa

Idade: 45 anos + 200 anos de hibernação.

Espécie: humana, porém com alterações bioquímicas.

Moradia Atual: Igreja Católica do Novo Mundo abandonada nas Ruínas de Bagdá (construída durante a dominação territorial em Bagdá pelos Estados Unidos da América).

Civilização: Os Coringas

Ocupação atual: Inicialmente Cevit nem ao menos sabe quem ele é, mas após a compreensão de si mesmo, ele cria a a civilização conhecida como Os Coringas e se torna o Líder dos Coringas.

Altura: 1,85m.

Peso: 70 kgs.

Apresentação:

Alexandre Cevit é um indivíduo insano, perverso, cruel, sádico, misantropo e é um psicopata assassino mas mesmo assim é um dos personagens mais inteligentes do livro e além disto, ele é o principal personagem do livro ao invés de ser algum tipo de vilão, isto se deve ao fato do livro praticamente não cônter maniqueísmos e nem ao menos aquela patética luta do bem contra o mal, este livro é realista, o que existe é uma luta entre indivíduos que possuem os seus interesses pessoais e estão inseridos em um contexto competitivo e natural, ou seja, o nosso mundo de fato.

Biografia:

Como no tópico "Estrutura da História" já possui algumas informações sobre a vida de Alexandre Cevit vou me pautar mais a partir do início do livro e esquecer um pouco o "pós-facio".

Após sua vida de merda e depois de ter causado a destruição do mundo com o seu vírus e que por irônia do destino acabou sendo o culpado pela 3ª Guerra Mundial e por isso o mundo como é conhecido atualmente foi extinto, você pode pensar que ele se ferrou porque Cevit foi destruído junto com o mundo, se você pensa que sim, você está enganado.

Cevit também pensou em sua vida mesmo tendo em vista a destruição do mundo e mesmo por ele ser um maníaco-compulsivo-homicída-suicída. Cevit era apaixonado pela Bioquímica e por isso, não deixou de estudar também os objetivos que tinha a Química antes de ser ciência, ou seja, estamos falando da Alquimia.

Carta Coringa via que poderia trazer a tona conhecimentos em Alquimia para perpetuar a sua vida após o "apocalipse", já que ainda não existia nanobiotecnologia avançada o suficiente para isso.

Cevit realizou algo que ele mesmo concorda ser uma idiotisse, ter esperança em algo (e bota esperança nisto) certamente porque ele iria apostar em algo antigo e ultrapassado que tinha apenas 0,01 % de chance de dar certo e que sinceramente falando, ninguém ainda conseguiu fazer na história, a não ser talvez alguns caras que se dizem imortais por aí, como Saint Germain, Samael Aun Weor, Paulo Coelho (brincadeira! Ele nunca disse isto... Atualmente!) e etc.

Pesquisando livros que davam enxaquecas para quem gosta de ciência de verdade, Cevit descobriu que poderia simular as reações bioquímicas do que os Alquimistas chamavam de "A Grande Obra" in vitro e particularmente, Cevit viu que a Alquimia Hindú seria a mais proveitosa, ou seja, a verdadeira pretensão de um livro famoso chamado como Kama Sutra e o nem tão famoso Despertar de Kundalini, é claro, que sem deixar de aproveitar as outras alquimias por aí.

Ele criou em um laboratório de garagem, antes de proliferar o mundo com o seu vírus, uma máquina portátil e fantástica, ele nem ao menos deu um nome a sua descoberta, mas se baseava em um simulador sexual (faria sucesso nos sex-shops) que utilizava os hormônios atingidos sob o gozo em um espetacular sistema que redirecionava os fluídos sexuais para ativar a bioquímica cerebral e medular. Isto faria com que os seus hormônios e sua bioquímica cerebral atingisse um nível de controle fisiológico capaz de se auto-regenerar, ora, a ativação e restribuição eterna dos hormônios causa nada menos do que a juventude eterna e um pouco de câncer, mas este câncer seria destruido com a auto-regenaração celular controlada sob seu sofisticado sistema neurológico. Basicamente, Cevit criou um simulador da Kundalini e descobriu o sonhado Elixir da Vida. É claro, que nem ele tinha tanta confiança assim em seu novo brinquedinho, mas como sua pretensão em destruir o mundo era tanta, ele resolveu tentar mesmo assim.

Após a proliferação do vírus, Cevit viajou para Bagdá e se exilou em uma igreja abandonada, a guerra já havia começado e ele trouxe consigo a sua máquina da juventude, após a explosão das primeiras bombas nucleares, Cevit respirou fundo e se propões a testar a sua máquina.

Em um primeiro momento, dá a impressão de que ele apenas morre e o mundo é destruído.

Mas após, incríveis 200 anos, ele acorda. Com o corpo todo necrosado e na realidade, se não tivesse dado certo, seu corpo nem ao menos existiria, a não ser um fóssil de Alexandre Cevit, mas ele acorda vivo, mais ou menos vivo, na mesma igreja que havia testado sua máquina, mas agora no novo mundo, o mundo de A Carta Coringa. O problema é que ele acorda sem memória, sem saber onde está e nem ao menos sabe que merda está acontecendo no mundo.

E este, por incrível que pareça, é o início da primeira página da história do livro, quero dizer, depois do pós-facio de umas 30 páginas contando a história do livro antes do mundo se tornar este mundo apocalítico.

Depois disto, se você quiser saber como Cevit recorda sua memória e se reconhece como o Carta Coringa e depois ainda se torna o Líder dos Coringas, só mesmo esperando a publicação do livro.

Curiosidades:

- O nome "Alexandre" seria um dos nomes que minha mãe queria me dar quando eu ainda estava em sua barriga e na realidade, ela queria mesmo é me dar o nome de Alexander (e puxe o "xis" no xander com som de "ch") mas por muita sorte meu pai não deixou que ela fizesse essa maldade e me deu o nome de "Robson".

- O nome "Alexandre Cevit" possui um segredo escondido. Procure somente pelos "números romanos" no nome e veja o resultado. Para facilitar: I = 1, V = 5, X = 10, L = 50, C = 100, D = 500, M = 1000.

- Alexandre Cevit é o principal personagem do livro e por isso ele perde a memória no início, pois como o mundo de A Carta Coringa é desconhecido ao leitor, preferi que o personagem principal não tivesse memória no início para que o leitor e o personagem fossem aprendendo sobre a história do livro juntos.

- "A Carta Coringa" era o pseudônimo de Alexandre Cevit quando ele era um assassino profissional, mas ele mantém este pseudônimo e se fantasia como um Coringa do baralho após acordar na igreja por representar seu alter ego.

- Falando em "alter-ego", o escritor, pelo menos os que realmente gostam de escrever, colocam características pessoais em seus personagens, Alexandre Cevit é praticamente aquilo que eu gostaria de ser quando estou raiva, logo é um tipo de "alter ego do mal" de mim mesmo.

- "A Carta Coringa" também foi o nome dado aos cientistas ao vírus que destruiu o "Antigo Mundo", mas na realidade estes cientistas nem ao menos sabiam quem era Alexandre Cevit. Coloquei isso no início do livro para despistar o leitor quanto a origem do nome do livro. Que na realidade, o nome do livro é de fato o pseudônimo de Alexandre Cevit.

- O significado da palavra Alquimia é controverso, estudos recentes tentam demostrar que a palavra Alquimia pode ter vindo do árabe "Al Khen" que significa "país negro" (e em grego ficaria algo como "Alkymia") que é relativo ao Egito. Pois no Egito existia uma "ciência" ocultista chamada como Hermetismo, referente ao deus Tot (o deus do conhecimento) e seu sacerdote humano que o deu origem, "Hermes Trismegistus" (o três vezes grande, que talvez nem tenha existido na realidade) que é um nome que advém do vocábulo grego, assim também como o nome "Jesus Cristo". É uma teoria muito aceita devido a invasão árabe ao Egito e a dominação cultura que a Grécia (pois os árabes já invadiram a Grécia e construiram um tal de Palácio da Sabedoria que continha escritos originais de Aristóteles que foram obviamente roubados pelos árabes) exercia na antigüidade e na posterior dominação romana, pois Roma praticamente piratiou a filosofia, cultura e religião grega. E todos sabem que Roma posteriormente se tornou Constantinopla e blá blá blá e fundou o Cristianismo em meados dos anos 300 D.C. no Conselho de Nícea com um doidão chamado Constantino e difundiu o que hoje chamamos de Cultura Ocidental e todos nós aqui do Novo Mundo (América) temos como base a cultura Ocidental de Roma, que piratiou a Grécia (e os Árabes roubaram seus livros) e por isso, é uma das melhores teorias por mostrar que o nome alquimia pode ter origem árabe (que copiou dos egípcios e dos gregos). Nossa, que salada de culturas! Mas também alguns outros dizem que pode ser derivado somente do vocábulo grego "chyma" que significa "fundição de metais", outros ainda dizem que significa "A Química" do árabe "Al Kimia"... Mas a alquimia também já existia na China quase na mesma época em que existia o Hermetismo no Egito, ou seja, mais antigo ainda do que a Alquimia na Grécia, Arábia em geral e Roma. Então vamos classificar Alquimia, para ficar mais claro, como qualquer tipo de pré-ciência (ou seja, um protótipo de ciência, pois Alquimia não pode ser considerado como ciência estritamente falando) que as civilizações praticavam na idade antiga e idade média com o propósito de descobrir coisas como trasnformar cobre em ouro, descobrir o elixir da vida eterna e sei lá, qualquer coisa que envolva pelo menos o mínimo de conhecimentos primitivos ou pelo menos pretensões que atualmente são classificadas nas áreas como biologia, química, física e astronomia, e muito importante, que sejam conhecimentos redutíveis ao ocultismo, a uma escola secreta e etc.

Citações de Alexandre Cevit:

Em alguns capítulos do livro, algumas citações de Cevit aparecem delineando algumas passagens e para dar uma "continuidade de mistério" ao decorrer do livro.

"Mas que culpa eu tenho se a humanidade tende a se voltar contra as suas próprias criações?"

Frase básica de Cevit, ele disse isso em seu julgamento contra diversos crimes que ele havia cometido, de furtos à homicídios em massa. Ele basicamente jogou a culpa na sociedade, "quem mandou me criar?" Na realidade, este comportamento de Cevit têm influências de um famoso psicopata americano, qual seja, Charles Manson que disse: "Eu tenho feito de tudo para ser aceito em seu mundo e agora vocês querem me matar? Ora! Eu só tenho uma coisa a dizer a mim mesmo, eu já estou morto, sempre o estive em toda a minha vida."

“Estão dizendo que o meu vírus se chama Terceiro Anticristo, eu fui chamado de O Terceiro Anticristo por meus colegas do hospício, idiotas que acreditam em um cara que se masturbava na banheira... Eu preferiria ser chamado de A Carta Coringa!!! E não um terceiro... Eu sou o primeiro! O primeiro que fez algo que realmente funcionou!!! O apelido que você gosta nunca pega...”

Alexandre Cevit falando sobre os boatos dele ser o Terceiro Anticristo das teorias de Nostradamus. Seu vírus ganhou os mesmos apelidos que o próprio homem que o criou. Cevit nunca entendeu como isso aconteceu, talvez pela criatura ser sempre semelhante ao seu criador, mas isso foi bom pois a sua pessoa em si nunca ganhou fama o suficiente para representar perigo a sua necessária furtividade como "terrorista psicopata".

“Os alquimistas eram porcos que ficavam brincando com urina e barro, não sabiam o que estavam fazendo... Mas agora eu alcancei os verdadeiros segredos alquímicos!!! Vou enfaixar os meus braços, injetar a água sagrada em minhas veias, agora tudo fará sentido! O meu corpo se tornará de ouro hoje, a minha alma se tornará de diamante! O meu segundo sonho já vai se realizar! Se Deus não me atende, eu me torno um!”

Foi o que Cevit disse antes de se submeter ao seu experimento "alquímico".

“Os fins justificam os meios, dizia Maquiavel. Mas quem livrará o mundo do ciclo vicioso da vingança? E da minha?”

Trecho do diário de Alexandre Cevit

“A face da morte é adoravelmente mais atraente do que a máscara que a vida usa”.

Última frase que Alexandre Cevit disse para Sofia Nemesis, a mulher que ele mais amou na vida, mas ela não dava a mínima.

“Então disse o Senhor a Moisés: Vê que te constituí como deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta. Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, será teu profeta. (...) Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas.”
Êxodo 7.1-3

“Depois dizem que eu que sou sarcástico e cruel...”

Trecho do diário de Alexandre Cevit


Publicado em : Livros, Resenhas / Sinopse
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