| Soneto do arrependimento |
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Mais uma noite que sofro, morro e clamo, Uma dor cortante, talhada em espadachim, De reminiscências pudicas, sofridas enfim... Tudo isso, porque nunca disse que te amo! Outra noite que meus olhos não mais te vê, Tão logo ressurge como um saltimbanco, No conflito do Porquê nunca disse te amo! Dor corrosiva hoje, amanhã e enquanto viver Oportunidades inúmeras... Quanto engano Meu Deus! Sinto-me, nu, fraco, sem norte... Já que não mais a tenho, refugo-me ao pano No umedecimento da alma, lágrimas derramo, Diante do fel da vida, a espera da doce morte, Tudo porque, quando pude, não disse te amo!
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