| Não faz mal nenhum |
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Não sei se tem grau ideal de loucura, mas, ser louco, não muito nem muito pouco, não faz mal a ninguém, aliás, faz até muito bem, portanto, de postura troque agora e sem pensar tanto em fora ou mancada, e a arquibancada que se choque se quiser se chocar, se a centelha começar a rarear, troque de mulher, mas, não troque só se houver necessidade, se lhe der na telha, troque também, arranque a calça, chute paletó e gravata e pela cidade vá sarandar de calção e sem cueca, ou, então, vá ao bar jogar sueca e contar bravata, ou se estique nu no sofá da sala de estar e escute rock, funk, valsa, e o dia inteiro fique por lá, e mais uma pala, retifique o menu, no lugar de arroz e feijão sem tempero, baião-de-dois e bobó, no do chá de carqueja, muita cerveja e retrós, e durma tranqüilo após a refeição, e não dê bola pra turma que amola você porque não gosta do seu cochilo!, é inveja!, e a inveja é uma bosta!
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