Nosso lado sombrio Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Tania Paupitz, em 16-08-2008 14:41
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Todos com certeza temos nossos dias sombrios, aqueles em que acordamos sem vontade de sair da cama, ou simplesmente, sem vontade de fazer coisa alguma. Nossa sombra por natureza está sempre escondida, como se a luz da consciência lhe roubasse a própria vida. "James Hilman", psicanalista junguiano, afirma: O inconsciente não pode ser consciente; a Lua tem o seu lado escuro, o Sol põe-se e não pode brilhar em todo o lado ao mesmo tempo, e até mesmo Deus tem duas mãos. "A atenção e a concentração requerem que algumas coisas permaneçam fora do campo de visão, permaneçam na sombra".

Normalmente fica mais fácil para nós vermos a sombra através das características e atitudes desagradáveis do outro, ou seja, do lado externo, onde é mais seguro observa-la. O processo de se olhar de frente exige grande energia e coragem de nossa parte, pois, é difícil imaginar a energia que acabamos desperdiçando na tentativa de esconder de nós mesmos, aquilo que, não temos coragem de encarar.

Quando se tem alguma atitude emocional diante da fraqueza do outro, isso poderá ser um sinal de que, com certeza, você também as possui. E , quando nos deparamos com nossas reações de aversão, agressão ou, até mesmo antipatia com relação à outra pessoa, pode ser o nosso lado sombra atuando. Na verdade, estamos quase sempre, projetando na figura do outro aquilo que nos irrita ou nos incomoda , procurando uma maneira inconsciente de atribuir à outra pessoa a referida qualidade. Sabemos que a sombra de cada um de nós é pessoal e é representada pelas características da nossa personalidade que normalmente, não desejamos assumir como nossas, e que no fundo, são nossas fraquezas, atuando de forma indesejada.

A psicanalista "Molly Tuby" define algumas formas, aonde a sombra poderá se manifestar em nossas vidas: 1) nos nossos sentimentos exagerados em relação à outra pessoa, (Nunca imaginei que ele fosse capaz de dizer tal coisa! ) - 2) em situações nas quais nos sentimos humilhados ou envergonhados diante de alguém ou algum fato (Não me sinto a vontade perto dele - ele me deixa constrangida com seu jeito arrogante ); 3) na nossa raiva exarcebada com relação ao erro dos outros (Ela bateu com meu carro, ocasionando, dano total) e vários outros sintomas que podem expressar nosso lado sombra.

Mas você deve, com certeza, lembrar-se daquele dia "especial", em que tem vontade de jogar tudo para o alto, dane-se o tempo, o relógio, o compromisso, a cama para arrumar, o almoço para fazer e tudo o mais que, acaba sempre nos remetendo ao compromisso, ao "tenho que". Jogar tudo para o alto, não significa, necessariamente, ser irresponsável, mas, dar-se o direito, de vez enquanto, de sentir-se livre para escolher e definir seu próprio dia. Isso é algo que, convenhamos, transforma o dia de qualquer adulto, num dia mais feliz, relaxante e prazeroso.

Esteja aberto para os bons momentos, pois eles também fazem parte da nossa vida. Comece fazendo alguma coisa emocionante ou diferente do que costuma fazer rotineiramente. O primeiro passo é aprender a dizer "sim" para a vida. Isso não é encher a sua agenda, se martirizando, ou negligenciando seus próprios compromissos para agradar outra pessoa. É na verdade, um processo de aprender a dizer "sim" para as oportunidades de novas experiências que surgem em sua vida. Isto significa fazer pelo menos uma vez por semana, o que realmente lhe dá prazer e satisfação, aquilo que lhe deixa mais feliz consigo mesma e, consequentemente com sua alma.


Publicado em : Relacionamento, Pensamentos
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Comentários (1)
Postado em Fraga, em 03-09-2008 01:24, , Membro Registado
Bela análise da natureza humana em seus múltiplos e bizarros aspectos.Somos assim mesmo, efetivamente. E disso alguns nao se dao conta. Talvez em razão de estarem mais preocupados em julgar o próximo do que a si mesmos.Quem sabe, como bem disse a autora, inconscientemente vejam nos outros o reflexo de suas imperfeições,a eles conferindo o seu ônus . Vai enteder a humanidade. 
Bem , mas este detalhe eu deixo para os psicólogos, psiquiatras e afins. Fico apenas com a descrição, por sinal bem feita, da idiossincrasia nossa de cada dia.
 
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