| Até a vista! |
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Não sou santo, puro, não sei bem o abecedário e já deixei de ser rapaz, entretanto, achei conveniente e rabisquei esse bilhete anônimo e sem data que não misturo alhos com bugalhos e sei que analfabeto não é sinônimo de otário, mas, fi-lo consciente e não sou alcagüete, portanto, fique tranqüilo, não deduro ninguém nem há no bilhete revide ou bravata, nem baixo o sarrafo em nenhum desafeto, é só um desabafo feito por um prego que não tem direito a enguiço comum nem a id, ego ou superego falho ou omisso, aliás, nem sei o que é isso!, é só o desabafo de um sujeito que não tem paz nem tem sossego, que vagueia descrente e com a mente cheia de grilo que não tem cabe, gravata nem padrinho e não sabe do macete pra achar o caminho e se dependurar num cabide de emprego, aí, decidi redigi-lo e me mandar, mas, sou pessoa da rasa e não voa meu tapete porcaria, portanto, não vou pra Ibisa, vou pra algum canto lá na casa do cacete e numa maria-fumaça sem graça e com mais avaria que a camisa que agora estou vestindo, e vou indo que já tá na hora e da fera já ouvi o berro, e é primeiro de abril e o de maio ela não espera, mas, posso lhe dizer que não vou de escoteiro porque carrego no meu balaio o que ouviu meu ouvido e que ser cumprido ninguém viu, e também com uma cabaça que não sou de ferro e, com a libido fazendo a pista, beber cachaça o meu regalo vem sendo mais e mais, e me nego a beber pelo gargalo! Até a vista!
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