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Escrito por Eduardo da Rocha Vieira, em 10-08-2008 19:31
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Estava preso nas sombras com correntes que queimavam
Meus pulsos. Pensamentos frios perturbavam minha mente.
Perdia a esperança a cada dia que morria. Perdia a
Felicidade a cada vez que o Sol partia. Não podia me matar,
Nada havia por perto que me permitisse tal feito. Sofria com
A vida que não ia. Não tinha lembranças doces para passar por
Esse momento. Na luz eu era cego e a felicidade passou
Despercebida. Não tinha coração e o amor não me afetou.
A luz apareceu fraca, débil. Parecia estar no fim. Com o tempo
Foi se intensificando. Senti fracas sensações passando por meu
Corpo. Coisas que nunca havia sentido. Senti a esperança
Envolver-me. Senti o amor nascendo. As correntes se dissolveram,
Meus pulos ficaram livres para um abraço quente. Meu coração
Voltou a bater. Doce foi à sensação que tive ao ver-te emergir da
Luz. Tive a vontade de seguir meus sentimentos até algo que não
Podia ver, mas sabia existir. Não me arrependo de ter saído de
Onde estava, pois agora estou ao teu lado, isso é melhor do que tudo.

Publicado em : Literatura, Poesias
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