No fim do mundo Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Nadilce Beatriz Zanatta Ponsoni, em 06-08-2008 19:53
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Tinha um sol tão lindo
Os olhos das flores da manhã,
Que lacrimejavam orvalhos cristalinos,
E sussurravam pétalas
Aos pensamentos descalços
Dos apressados homens,
Que passavam para apanhar o tempo.

E foi celerado seu passo
Na noite profunda da vaidade,
Que deixou sonâmbula a humanidade.
Tão longínqua ficou a esperança,
Tão miserável quedou a bondade,
Que nem ao pó quer voltar o homem
E nem à Deus mostrar sua face.

De tanto espelhar-se a prepotência,
Até o filho lhe foge dos braços,
Até os parvos sentem orgulho
Em quimeras realidades
Nos potes de fim de arco-íris.

São estes os homens criativos
Que o planeta necessita?
Serão estes os humanos escolhidos?
Estes que medem a beleza através do espelho?
Ou aqueles que se espelham através do tempo?

A alma não tem vaidades.
A beleza é uma flor que já nasce admirada.
Enquanto o homem apressa sua eternidade
O tempo usufrui de sua falta de humildade,
E assim, sem poder descobrir-se
A humanidade volta à cata de Deus
Até no fim do mundo.

Publicado em : Literatura, Poesias
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Comentários (1)
Postado em Hiago R.R. de Queirós, em 06-08-2008 23:59, , Membro Registado
Olha.. parabéns mesmo... essa poesia mostra uma certa consciência, ou até uma sabedoria muito boa e simples... ela é afirmativa... ela diz o que é e como é ...o homem, o tempo e tudo mais citado nela e não simplesmente mostra.... parabéns.. vc tem talento!
 
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