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A BOMBA ACÔMICA Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Carmelo Vitorino da Costa, em 19-06-2008 23:33
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Em dado um momento desta maravilhosa rotina tecnológica das comunicações, houve um estardalhaço. Todas as centrais, departamentos de guerra, setores de defesas mundiais entraram em pânico. Os computadores agiam como se fosse por conta própria, algumas pessoas choravam, outras procuravam abrigo, enquanto poucos tentavam descobrir realmente o que teria acontecido para se chegar a isso.

Seria o fim do mundo? Ou seria um ataque de seres alienígenas ao nosso planeta? As respostas não vinham, mas os mísseis de defesa de todas as nações que “podem usa-los”, apontavam para algum lugar. Diante dessa inusitada ação de guerra, o Brasil que não tem ainda essas coisas, perguntou ao sistema de defesa mundial: “De onde viria o ataque?” Como resposta, obtivemos os seguintes dados: “O primeiro disparo partiu de Portugal e atingiu a região do mar morto - nada foi destruído, apenas alguns turistas que se faziam próximos à área do impacto, estão rindo e ninguém sabe o porquê”.

O Departamento Especial Brasileiro de Informações Técnicas DEBIT (em conta), entrou em contato com o de Portugal e perguntou o que estava acontecendo. Para espanto de todos, ouviu-se o seguinte:

- Estamos a receber mensagens de apoio de todo o planeta, mas não estar a acontecer nada conosco. Queríamos apenas fazer uma surpresa, descobrimos um novo tipo de reacção nuclear que dá alegria e decidimos testá-la em algum lugar. A primeira “bomba acômica” já foi lançada!

- Porque foi escolhida a região do Mar Morto?

- Pois, por questão de lógica: se desse errado, lá já está tudo morto mesmo!

Como essa comunicação estava sendo traduzida simultaneamente, em todas as línguas, mesmo sem mais disparos desse tipo, todos começaram a rir. O mundo entendeu e o dia amanheceu em paz.


Publicado em : Literatura Popular, Causos
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