BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
Nem só as Estrelas sabiam - parte 4 Imprimir Enviar para um amigo
Avaliação desta obra: / 1
RuimÓtimo 
 
Escrito por Victor Oliveira, em 22-10-2007 09:49
Avaliação média    (0 voto)
Visitas 2007    
Favoritos Nenhum

Capítulo 7: Velhos Tempos - Parte 2

Um fato estranho ainda atormentava a mente dos viajantes. Mesmo no passado, parecia que o eclipse solar era o mesmo. Exatamente como estava quando eles saíram do presente de Azel, agora o sol estava com um pequeno pedaço encoberto pela sombra da lua. Isto encomodava à todos, mas no momento tinham coisas mais importantes à fazer. Vex acionou seu holograma e Lara retirou sua armadura, ficando com uma camiseta e sua saia, aparentando por completo uma jovem da época. Era tudo muito estranho para todos, visto que aquele era o passado deles. Na rua, encontraram muitos professores e cientistas que íam e vinham de dentro da biblioteca. Lara acionou o mecanismo de invisibilidade de sua nave temporal e iniciaram sua missão.

- Lembrem-se: não podemos falar ou dar alguma informação importante para ninguém, pois qualquer coisa que fizermos aqui, refletirá em nosso futuro. - Azel.

Os três passaram despercebidos pela segurança, mas haviam esquecido de seu pequenino amigo. Logo ao entrarem, lembraram-se de seu companheiro. Ao olharem para trás, estavam dois cientistas analisando a nova forma de vida que ali estava presente.

- Rápido! Lara venha comigo. Vex, você tem sua missão! Vamos! - Azel.

Azel correu pelo corredor até chegar aos dois cientistas que já analisavam o robô.

- Perdoem-me. Acho que perdi o "brinquedo" de minha filha por aqui. - Azel.

- Um brinquedo? Mas é perfeito! Parece vivo!

- Sim, é novo. Desculpem o incômodo. - Lara.

- Mim ser guia da biblioteca, não brinquedo!

- Cala a boca... - sussurou Lara, já puxando-o para trás.

- Até mais ver! - Azel.

Azel e Lara conseguiram resgatá-lo e partiram para dentro da biblioteca.

- Você viu aquilo? - Cientista 1.

- Claro. Poderíamos tentar fazer isso algum dia. - Cientista 2.

- Um robô que poderia pensar por sí só. Isso seria maravilhoso. - Cientista 1.

- Poderíamos iniciar o projeto em nossas férias. Tenho até o nome para nossa tese de inteligência artificial. - Cientista 2.

- Qual?

- Protoforma autômata de I.A. - Alpha 01.

- Perfeito!

(...)

No caminho, uma certa pessoa que estava com muita pressa, acabou esbarrando no corpo esbelto de Lara.

- Desculpe minha jovem, estou com pressa, pois ainda tenho uma aula de cosmologia para dar. - Richard.

- Não se preocupe. Estou bem. - Lara.

O professor fez um sinal com a cabeça e seguiu seu caminho. Azel e Lara disfarçadamente foram atrás. Lá, na parte dos livros de ciência, Vex já os aguardava. Richard fez menção de procurar um certo livro, enquanto Azel o olhava sorrateiramente. Passado alguns segundos, quando Richard colocou suas mãos no tão falado livro, Azel fez um sinal para Vex. Vex respirou fundo e manteve os olhos fixos na "mente" de Richard. No início foi complicado. Parecia que nuvens espessas cobriam a mente do professor. Mas aos poucos Vex foi assimilando a forma humana de pensar. Então, a luz clareou:

"Hum. Neotrons? Não seria "neutrôns"? Interessante. Tenho alguns segundos ainda para folheá-lo. Capítulo 1: Desintegrador de Átomos. Capítulo 2: Esfera do Criador. Esfera do Criador... O que será isso? Aqui conta que uma civilização antiga, construiu um aparelho, através de pequenos cristais raros, que podia distorcer o espaço-tempo, destruir e construir matéria tendo como base outras dimensões. E o mais interessante, é que em seu primeiro teste, de alguma forma algo saiu errado. Assim a própria civilização se auto-destruiu, e a máquina, foi dividida em várias partes e espalhadas pela Terra, para que ninguém mais usasse seu poder. Essa civilização ficou conhecida por ter desaparecido sem deixar vestígios e por ter sido, como característica principal, afundada no mar. Seu nome era Atlântida. Mas, alguns súditos do reino sobreviveram inexplicavelmente, embora tenham perdido seus corpos físicos e transformaram-se numa raça temporal, que passaram a serem denominados "Neotrons"... Conta-se que alguns sobreviventes, de tempos em tempos, visitam humanos, com o intuito de dar-lhes missões, para poderem num futuro próximo, reconstruírem sua civilização. Os cristais permanecem na Terra. É somente questão de tempo até que achem todos." - murmurou a mente de Richard.

Ao fundo de seu contato mental, Vex pôde perceber que algo mais começava a tomar forma. Era uma interferência mental vinda de um Neotron. O que Richard havia acabado de ler, desaparecera por completo do livro, em instantes. Uma voz sussurou:

"Construa o Desintegrador de Átomos. Será útil para o futuro da humanidade. O primeiro cristal já foi encontrado. O segundo está no fundo do Oceano Atlântico..."

Naquele instante, Vex não conseguiu mais segurar seu controle mental, visto que o professor havia fechado o livro e já se distanciava da sala. Vex nunca tinha lido a mente humana, mas, mesmo assim, já tinha em mãos a informação que precisava e muito mais...

(...)

Assim, todos se reuniram lá fora e discutiram seu próximo passo. Mas, um evento que não havia ficado registrado nos livros, estava prestes à acontecer. E todos presenciariam suas consequências. Azel olhou para o céu e fitou por um instante o eclipse solar. O sol lentamente estava sendo encoberto. Todos pararam de conversar e a cidade ao redor começou a escurecer. O eclipse do sol por fim completou-se.

Então, uma espécie de tremor atingiu à todos. Ao olhar o céu, um vórtice de cor lilás se formou. Richard correu para fora para ver o que estava acontecendo. Tudo permanecia escuro e somente o vórtice brilhava no horizonte.

- Temos que voltar! - Lara.

- Não! Isso parece importante. Alguma coisa está acontecendo aqui. - Azel.

Ao olhar para os monitores de televisão, Azel tentou prestar atenção aos noticiários locais.

"Notícias de última hora: na região conhecida como Triângulo das Bermudas, dentro do Oceano Atlântico, acaba de surgir uma coluna luminosa, indo desde o mar até os céus. Meteorologistas não conseguem explicar os fenômenos ocasionados após o eclipse total do Sol, que encobriu a Terra inteira. Grupos de cientistas estão sendo destacados para estudar a causa e o efeito do..."

Interferências surgiram, mas o principal já havia sido dito.

- Precisamos ir até lá! Algo me diz que precisamos averiguar isso. - Azel.

- Está certo. Vamos até a esfera temporal. - Lara.

Azel, Lara, Vex e o pequeno robô dobraram a esquina, onde haviam deixado a esfera temporal. Mas, ao chegarem lá, tiveram uma surpresa.

- Alguém roubou a máquina do tempo!! - Lara.

Capítulo 8: Velhos Tempos - Parte 3

- Lara, seu relógio de pulso ainda pode nos deslocar no espaço, certo? - Azel.

- Somente no espaço. No tempo é impossível sem a máquina original.

- Ótimo. Precisamos nos dividir. Eu e minha filha iremos averiguar esse fenômeno. Vex, leve consigo o robô-guia e vejam se conseguem descobrir o paradeiro da esfera temporal.

- Sim. Mas esse furto é muito estranho. Ninguém sabe que estamos aqui além de nós.

- Conto com vocês. - Azel.

Lara segurou o braço de Azel e digitou algumas coordenadas em seu relógio de pulso. Um pequeno facho de luz os envolveu e por fim desapareceu. Azel sentiu-se tonto ao ver o espaço distorcido ao redor, mas em pouco tempo já avistava claramente a baía do Triângulo das Bermudas. Os dois decidiram que deveriam chegar mais perto. Tomaram para si roupas de mergulho, e novamente o aparelho de Lara fora acionado. Haviam alguns barcos e navios no local, mas como já estavam ali muitos mergulhadores e cientistas, passaram despercebidos. Azel e Lara começaram a descer em direção da luz púrpura. Encontraram pelo caminho muitos espécimes diferentes, visto que era uma região pouco explorada pelo homem. Inúmeros peixes luminosos os seguiam, inclusive águas-vivas de porte médio movidas pela curiosidade. Quanto mais fundo íam, mais a luminosidade se destacava e podiam ver a forma que emitia a luz. Era uma espécie de prédio em forma de pirâmide, com quatro cúpulas ao redor, lembrando castelos medievais. Azel estava tão distraído pela surpreendente estrutura que começou a sentir uma leve coceira em seu pé direito, mas não deu atenção. Apenas emitiu um grito abafado e rouco através da máscara de mergulho ao ver o enorme tentáculo o envolver. Não houve tempo de avisar Lara. O outro tentáculo já estava a circundando. Os dois foram arrastados para o fundo do mar sem poderem fazer nada mediante à força do gigantesco polvo vermelho que agora os carregava para a infinita escuridão.

Quanto mais escuro o mar em volta ficava, mais Azel sentia que era

seu fim. Logo os tubos de oxigênio estariam vazios, e mesmo que esses

não chegasse ao seu limite, a pressão atmosférica os esmagaria. Azel olhou

para sua filha pela última vez e desmaiou.

Então, uma luminosidade intensa os atingiu e tudo novmanete se apagou. Azel,

ao abrir os olhos, sentiu um leve formigamento pelo corpo e sua visão

ficou turva e embaçada porum instante. Estaria morto? Mexeu os dedos, observou-os e arriscou batê-los contra a parede. A dor desprendida

mostrava para sua mente que ainda estava vivo. Aliás, prestando mais atenção ao lugar em que se encontrava, percebeu que a parede era feita de vidro. Sentou-se e olhou para sua cama. Era puro cristal cintilante que refletia as tonalidades do teto, do piso e das portas. Toda a sala era uma intensa redoma cristalizada. De súbito, lembrou-se de algo importante.

- Lara! Onde está ela? - gritou.

Uma voz ecoou pelos corredores, como o som que só um cristal emite ao ser estimulado:

- Ela está bem. Está em outro quarto. Precisa de algo?

- Onde estou? - Azel.

Enquanto isso, na cidade...

- Isso é estranho. Tem algo errado aqui. A máquina simplesmente sumiu. - Vex.

- Mim não entender nada também. - guia.

- Me faça um favor. Se algo aconteceu aqui, os arquivos mudaram. Mostre-me seus registros sobre a Terra daqui há alguns anos.

- Sim, mestre. Arquivo encontrado. Aqui dizer que Terra no ano em que fui criado não existir mais.

- O quê? Deixe-me ver isso. Aqui diz:

"Um evento inexplicado pela ciência ocorreu logo na época próspera em que a tecnologia se encaminhava para o departamento de inteligência artificial e exploração espacial. Ficou conhecido como 'Horizonte Obscuro', por ser um faixo de luz de cor lilás. Poucos sobreviveram para contar a história, mas dizem que após descobrirem uma civilização perdida embaixo do mar, tudo mudou. A Terra foi completamente destruída por uma onda de choque nuclear, transformando-a literalmente em "poeira das estrelas". Hoje só restam vestígios do que um dia foi nosso planeta natal..."

- Essa não. E Azel foi pra lá! Por isso que a máquina do tempo desapareceu. - Vex.

- Mim continua sem entender. - guia.

- Escute guia, talvez você não tenha entendido por seu cérebro ser específico para sua função e de qualidade inferior. Mas, vou tentar resumir. Se a Terra do futuro não existe mais, Azel deixará de existir, Lará não nascerá e conseqüentemente, a máquina do tempo também não existirá mais. E, daqui alguns dias, ou horas, nós também deixaremos de existir, porque todo o evento se concentra nessa época.

- Mim sumirá? - guia.

- Exato.

- Mim não gostar desta idéia. Achar amigos. Não querer perdê-los. - guia.

- Precisamos agir! Vamos até onde Azel está! - Vex.

- Preciso contatar Azel de qualquer forma. Vou tentar me conectar à sua mente, que é mais familiar. - Vex.

- Mestre se sente bem?

- Não estou conseguindo, sinto interferências. Vou tentar em comunicar com Lara.

- Lara...Lara...Sou eu, Vex. Pode ouvir minha mente?

Lara, que até o momento estava desacordada, acordou com uma voz ecoando em sua mente...

- Lara...

- Estou ouvindo Vex. Não sei onde estou. Só me lembro de um polvo gigante nos arrastar para o fundo do mar e pararmos aqui.

- Lara. Os eventos mudaram. A máquina do tempo não foi roubada, ela sumiu.

- Sumiu?

- Sim. Aqui nos registros mostra que acontecerá um terrível acidente nessa região em que vocês se encontram e que devido à uma reação nuclear, toda a Terra se tornará poeira nas estrelas. Isso tudo aconteceu depois que vocês entraram aí. Devem sair daí o mais rápido possível.

- Sim. Vou procurar Azel e sairemos daqui.

Assim, Lara observou todos os cristais ao seu redor e percebeu que aquilo não era algo normal. Realmente estavam num ambiente alienígena.


No quarto de Azel...

- Diga-me uma coisa. Onde estou? - Azel.

- Essa é a cidadela que outrora fora conhecida como "Atlântida". - Voz.

- Atlântida! Estamos em Atlântida!! Essa não...

- É a primeira vez que recebemos visitas. Nosso guardião os trouxe para cá.

- O polvo gigante?

- Isso. Gostei de você. O que você é?

- Sou Azel, um humano. Vim do futuro.

- Humano? Nosso povo foi expulso por eles da superfície no passado. Por isso vivemos embaixo do mar. Meus superiores não gostam dos humanos. Mas eu tenho curiosidade em conhecê-los. O que o traz aqui?

- Na verdade, estamos procurando um cristal que faz parte de um aparelho chamado Esfera do Criador.

- Então vocês humanos sabem da existência dela? É uma arma perigosa. Para que fins você precisa dela?

- Há alguém, uma pessoa, que está a procura desses cristais. No futuro, onde minha filha vive, ela ocasionou um estrago muito grande e dizimou quase toda a raça humana. Por isso estamos aqui. Voltamos até o horizonte de eventos para impedir que ela consiga esses cristais e faça uso dessa terrível máquina.

- Qual o nome dessa humana?

- Não é humana, segundo minha filha. Ela tem três personalidades, mas acho que a predominante se chama Aliandra.

- Aliandra? Esse é o nome do meu avatar!

- Avatar?

- Nós não temos corpos físicos, por isso usamos o que nosso povo chama de avatar. São formas orgânicas de vida, mas sem vontade própria. Vou lhe mostrar.

Então Azel, surpreendido, viu o corpo de Aliandra formando-se em sua frente. Primeiro apareceu um corpo formado de gel, depois de alguns segundos a estrutura fisíca começou a se formar, e por fim, o corpo praticamente humano de Aliandra.

- Então Aliandra era uma habitante de Atlântida? Por isso ela é tão estável... Aliás, ela "é" estável. E está aqui na minha frente. - pensou Azel.

No quarto de Lara...

- Você me é familiar! É humana também?

- Quem está falando?

- Eu salvei vocês.

- Você nos salvou? Sabe onde está Azel?

- Aqui ao lado, abrirei o compartimento para vocês conversarem.

Lara viu a parede lateral mover-se para baixo, como se estivesse derretendo. A parte de cima fez o mesmo. Logo, ela avistou Azel conversando com Aliandra, o que a deixou confusa.

- Pai! O que está fazendo?

- Lara, esta é Aliandra. Desta época. Procure entender.

- Você quer dizer que...

- Isso. Encontramos a origem de sua mãe. Ela é um avatar dos atlantes.

- Não entendo o que vocês estão conversando, mas gostei dos dois. Levarei-os aos meus superiores. Direi que não representam perigo.

- Lara, no momento é o melhor à fazer.

- Sim, pai. Eu entendo. Mas temos que tomar cuidado.

Seguindo o avatar de Aliandra, passaram por inúmeras salas que brilhavam cintilantes como pedras ametista, rubis e esmeraldas. Era um complexo muito grande. Todo o ambiente emitia reflexos. Era como uma casa dos espelhos para os visitantes inesperados. Chegaram à uma parte em que haviam quatro grandes torres de diamante, duas de cada lado de um imenso trono. Ali, uma bola de energia dourada os aguardava.

- Grande Líder Falcatã Seth, peço permissão para apresentar-lhes dois humanos que tem relatos interessantes sobre o futuro.

- Permissão concedida, mas deixarei meus guardiões de plantão caso tentem alguma coisa.

Falcatã Seth convocou seu avatar e repetiu o processo visto por Azel minutos atrás. Mas ele estava vestido com uma armadura de guerreiro, com uma lança em suas mãos, e um capacete que continha asas em suas extremidades. Azel ao ver isso, lembrou-se da armadura usada por Aliandra. Tudo agora estava fazendo sentido.

- Muito bem humanos. O que os traz aqui?

Azel tomou tempo para explicar a situação grave em que se encontravam, mas procurou não mencionar que a Aliandra do futuro era a mesma que estava ao seu lado neste momento.

- A Esfera do Criador foi desativada há muito tempo. Desde a época em que fomos expulsos da superfície. Não confio em vocês plenamente, mas parecem ter bons corações.


Enquanto isso, na cidade...

- Consegui contatar Lara. Ótimo! Vamos até eles agora. Talves precisem de nossa ajuda. - Vex.

- Mim seguir mestre!

Quando Vex virou-se para começar a andar, sentiu algo estranho penetrando seu ombro direito. Olhou direito e viu que era um dardo imobilizador de robôs. Mas quem havia atirado?

- Idiotas! Acharam que podiam me deter? Agora sei aonde está o cristal que procurava! - Aliandra.

- Quem ser você? - guia.

- Seu reciclador! Mas por hora você me será útil. Me diga o que sabe sobre Atlântida.

Assim, o pequeno robô guia, sem saída, explicou tudo o que sabia e estava em seus registros.

"Atlântida, apesar de sua fama, pereceu de forma simples. Afundada no mar, nunca mais foi vista. Mas muitos não sabiam que verdadeiras relíquias e segredos ela guardava escondida dos olhos humanos normais.

(...)

Na verdade o que muitos consideram ser a torre central, é um centro de comando para o que nós humanos consideraríamos ser uma nave. Sim, toda a estrutura de Atlântida sugere que ela caiu aqui na Terra há muito tempo atrás e devido a avarias, nunca mais pôde sair de seu lugar."

Nesse instante, a leitura digital do guia foi interrompida.

- Uma nave? Hum...ótimo. Era o que eu estava precisando. Coordenadas 1-9-8-2. Destino: Continente perdido de Atlântida.

Aliandra se teleportou para Atlântida, enquanto o guia tentava de algum forma acorda Vex.

Em Atlântida...


A conversa dos humanos com as entidades foi interrompida devido a um distúrbio que atingiu a torre central. Aliandra havia chegado.

- Sentiram minha falta? - Aliandra.

- Mas, sou eu!!

- Aliandra, pare! Você não sabe o que está fazendo! Volte ao normal, por favor!! - Azel.

- Mãe! Você realmente quer fazer isso?

- Ela é sua mãe? Mas isso quer dizer...

- Aliandra? - Aliandra.

- Sim. Tenho três avatares: Aliandra, Allúria e Alanna.

- Eu...não...espera... - Aliandra.

- Sim, mãe. É você no passado.

- Não pode ser. Eu não me lembro disso. Minha cabeça dói. Não... - Aliandra.

Todos sentiram um tremor ao redor da torre central. A Aliandra original sentiu um poder estranho saindo de seu avatar. Parecia estar ampliado devido as duas Aliandras estarem presentes.

- Aliandra! Você não deve fazer isso! Eu já tentei!.

- Mas não com o poder duplicado!! - Aliandra.

- Que os céus tremam diante do poder da Atlântida reerguida! Do fundo do abismo à expansão dos céus. A humanidade temerá o poder celestial da nave Atlantis! - Aliandra.

- Essa não. Ela roubou meu poder. Perdi a estabilidade sobre meus avatares. Ela está controlando os seis agora.

- Isso está saindo do controle! Guardiões! Prendam Aliandra! - Falcatã Seth.

Os guardiões eram seres estranhos. Um deles era um condor antigo usando a armadura de Seth. O outro tinha uma cara de um guerreiro. Havia um com cara de leão, e por final um último com cara de touro. Eram seres gigantes. Possuíam cada um seis asas, com muitos olhos em todas elas. Azel e Lara ficaram apavorados. Mas o que deveria ajudá-los, acabou por atrapalhar mais ainda. Os guardiões prenderam a Aliandra errada, a original.

- Gostaram? Esse é meu novo poder! Controlo toda esta estação agora. Atlantis, suba!! - Aliandra.

Os cientistas e meteorologistas, navios, barcos, estações e instalações que estavam do lado de fora da região, assustaram-se quando viram a água comportar-se de forma estranha. O nível do mar estava subindo rapidamente. Algo estava surgindo. Então, uma estrutura gigantesca emergiu da água lentamente. Vários barcos afundaram, navios foram virados, cientistas emitiram um alerta, e os meteorologistas chamaram os centros de emergência. A nave Atlantis estava de volta á vida! Seu tamanho - um continente inteiro - assustou a muitos.

- É chegada a hora da vingança! Que os céus se tornem rajadas da esperança! - Aliandra.

Com isso, a nave, que há milhares de anos não era acionada, entrou em operação. As torres das extremidades dobraram-se para revelarem armas energéticas escondidas.

- Que fogo desça aos nosso captores! - Aliandra.

- Droga. Precisamos fazer alguma coisa. Lara, me empreste seu bracelete temporal.

- Mas Vex e o guia?

- É isso que vou fazer agora!

Azel acionou as coordenadas anteriores e chegou até o ponto em que Vex estava caído e o guia estava ao seu lado desesperado tentando reanimá-lo.

- Vex! O que aconteceu com você...mas agora não temos tempo. Guia, me ajude aqui.

Azel carregou Vex nas costas, e segurou o guia pela mão. Após isso, acionou novamente o bracelete temporal e se teletransportaram para dentro de Atlantis.

- Ótimo. O que houve com Vex? - Lara.

- Agora não dá tempo! Seth, preciso que me ajude a criar um portal no tempo. Sei muito bem que sua raça é temporal.

- Se isso vai nos ajudar, ajudarei-o humano.

Os canhões chegaram a disparar para o céu do Oceano Atlântico inúmeras rajadas, mas o que Azel fez à seguir, poupou a Terra. Azel correu em direção da torre central, aonde Aliandra estava controlando a nave, digitou as coordenadas, e atirou o bracelete no braço de Aliandra. Neste instante, Seth aumentou o poder temporal do bracelete, o que gerou um campo circular de energia que encobriu toda a nave Atlantis. Em um piscar de olhos, a nave se teleportou e sumiu, deixando todos boquiabertos na localidade. O espaço em volta ficou distorcido, mas não foram a lugar algum. Com toda a energia desprendida, acabaram ficando preso nos confins do tempo. Lá fora, a paisagem estava sendo vista como tintas espalhadas por um recipiente de mercúrio. Aquele era o limite do tempo e do espaço. Após todos desmaiarem, Azel, caído, observou onde estavam.

- Bem, pelo menos consegui nos salvar. Mas ainda há muito a fazer. A história humana ainda corre perigo... - e dizendo isso, voltou a desmaiar.

Publicado em : Literatura - Contos, Diversos
Quote this article in website Favoured Send to friend

Comentários (0)

Nenhum comentário

Adicionar comentário

< Anterior   Próximo >
Medo da Lua
Haverá dias
Em que a Lua
No canto se esconderá
E nos porões sem virtudes
Te assombrará
Não fujas, nem temas
Haverá dias
Que ao pôr-do-sol
A Lua, sem razão, irá embora, apenas
Console
sou um bom amante e o meu oficio é consolo.
enbora sei que é pecado,
mas, como nao sou tolo;
prefiro ser equivocado.

é tao bom o gosto do proibido...
estar quase a ponto de uma loucura.
fazer do prazer um libido,
do corpo uma tortura...
SOLIDÃO
A solidão
Não quer me deixar
Insiste em ficar
Tão perto de mim
Solidão me deixe só
O sol já nasceu
Quero acordar
Já pensando
Com quem vou estar
Como será este alguém?
Será que é tudo aquilo
Que eu espero?
Já sou...
JUSSARA

Uma morena bonita, uma mulher graciosa, sua beleza tão rara humilha a gema mais valiosa pois o diamante se inibe, não brilha mais como antes, não exibe mais sua luz, deixa de ser a jóia mais cara, a pedra mais preciosa e se torna comum como os falsos...

RECOMEÇO
Volta e assuma seus erros
Não pense que será segredo
Todos vão saber.
Volta e retoma sua vida
Desfaz essa rotina
Eu pago pra ver.
Volta e toma as rédias
Da sua vida
Você não tem mais guarida
Ninguém lutará por ti.
Não é mais...
Tí&Mí
Ti amo..
ti amo, e serei teu amo
te chamo..
te chamo todo o ano
só pra dizer q te amo..

Mi ama..
mi ama e serás minha ama
me chama..
me chama toda a semana
só pra dizer que me ama

me chama e serás minha cham...

Colunas