A Incrível Jornada duma Fênix Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Eduardo da Rocha Vieira, em 23-05-2008 07:51
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Voando solitária pelos dias. Vagando
Sozinha pelas noites. Suas chamas já
Começam a jazer em seu corpo
Enegrecido. Enfrentando as chuvas,
Desafiando os trovões. Partiu de um
Lugar que deseja esquecer, quer chegar
A um lugar que poderá se recostar e
Pensar: "este é meu lar". Seus olhos já
Não brilham como antes, foram apagados
Por dificuldades não superadas. Suas penas
Foram caindo, formaram uma chuva de fogo
Que queimou muitas florestas. Desejando.
Sonhando. Querendo. A Fênix cruza os céus
Pintados com nuvens negras atrás de um
Lampejo azul, que não o dos trovões. O ato de
Sonhar já começa a ser penoso no cruzar dos
Céus. O movimento do sorriso tornou-se
Penoso no alvorecer do dia. O bater das asas
Começa a falhar no crepúsculo da vida. Uma
Misera fagulha de algo e a Fênix terá
Novamente força para continuar? As
Lembranças remanescentes dos dias passados
Insistem em apagar a beleza das chamas
Que costumavam arder com a força interior.

Publicado em : Literatura, Poesias
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