| O Filme em Questão: Valentino o Ídolo, o Homem |
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Publicado em 1977 no Jornal do Brasil
( uma estrela)
A Maciça propaganda faz um lançamento medíocre como esse parecer " importante", uma "novidade" que todos têm que conhecer para não ficar de fora. Não acreditem nisso, pois trata-se , ainda, daquele velho bolo frio do Ken Russell e todo movimento não passa de propaganda, ou seja, mentira. Russell faz filmes comerciais no mau sentido da palavra: o do Tchaikowsky era melhorzinho porque tinha uma certa garra, provavelmente por causa da música, e O Namoradinho era inconseqüência pela inconseqüência, e isso lhe dava um certo charme; os outros são todos muito ruins e esse Valentino é dos piores, quase tão ruim quanto o Tommy. Na verdade, tudo é repetição já que os distribuidores estrangeiros lançam sempre o mesmo filme, apoiados por diretores como Russell, que repete sempre a mesma receita. Filme comercial europeu é sempre igual, assim como Táxi Driver é igual a Um dia de cão ou Star Wars igual a Close Encounters..., etc., etc. O mercado (ocupado) comporta-se exatamente segundo as previsões e, no final, acabam todos nos cinemas. Valentino só é recomendável para os que forem bastante embotados para conseguir se divertir dessa maneira e, aliás, a primeira sessão de segunda-feira, no Veneza, estava cheia de pessoas que se divertiam à larga. Pois é Quem é burro, peça a Deus que o mate e ao Diabo que o carregue.
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