O brasileiro é antes de tudo um forte, tema tão difundido na mídia, principalmente em nosso último governo...imagine a brasileira, pois não vamos nos enganar que não temos diferença de gênero no nosso precioso Brasil, pois é aberto, explícito em todos os momentos e em todos os locais. Sou uma brasileira, de classe pobre, novamente não vamos fingir que não temos essa distinção social em nosso tão belo país tropical, afinal, eu não posso ter todos os bens materiais que gostaria e muito menos freqüentar todos os lugares que gostaria há custos...então: realmente não somos iguais, somos fortes...que me perdoem os homens mais muito mais fortes que esses que por uma historia antropológica são escudados a determinar seus princípios e seus interesses, o que não nos é dado.
Não iniciem esse texto pensando que estão lendo algo escrito por uma suposta feminista e que isso está “fora de moda”.Não estou somente colocando fatos que são verdadeiros, vistos dia-após-dia e que é difícil de expressar, e não sou feminista, ao contrário sou muito femina, não queimei sutiens em praça pública e nunca participei de qualquer caminhada em favor de minorias, devo confessar que sou contrária a essas manifestações pois considero um fator estigmatizante e que podemos demonstrar nossa força de uma forma mais indicativa e com perspectivas definidas.
Mas, quando iniciei essa dissertação meu objetivo era retratar um momento que estou vivendo... o descanso de fim de ano em um litoral. Desejo de tantos e de alguns nem mesmo conhecido, pois o seu mundo é tão restrito que jamais pensou além dos limites de onde sobrevivem, seja suas casas, suas chácaras que lhes dão o sustento, ou até de cidades, nem sempre pequenas mas suas visões são e não conseguem enxergar além de seus limites.
Fiquei preocupada, comigo, pois indaguei o que seria melhor: não desejar ou desejar “férias em praia”, quando ao parar identifico que não há diferença de espaço...o que realmente interessa é nosso estado interior e onde ele está.....” chuva, rua ou na fazenda” letra de uma música que me lembrei, não me lembro com certeza seu autor , peço mil desculpas (Peninha?). Quem já foi submetido a intempéries da vida: fracassos profissionais ou pessoais, tem a idéia exata do que eu estou escrevendo....vá para onde for mas suas deficiências lhe acompanharam.....seja nas ruas mais famosas, quinta avenida, Ellysse, pub em Londres; debaixo de chuvas onde aproveita para esconder suas lagrimas ou em campos desertos (fazendas) onde a permissão de estar só e agravada pela solidão que lhe acompanha e lhe ajuda a preservar o seu estado de espírito....decaído.
A cobrança social daqueles que estão no meio indefinido das classes, que quem já viveu um pouco mais, percebe desde as crianças. A necessidade imposta pelas professoras de que contem o que foi que fizeram durante as férias. Essa didática cotidiana e medíocre deveria ser pensada pelos educadores, pois há tantos temas para serem discutidos e será que esses não sabem que para alguns causam constrangimento não saber o que colocar no papel enquanto seu coleguinha ao lado se vangloria da passagem na praia, na fazenda, dos diversos brinquedos que recebeu....didática de pessoas que nunca vivenciaram esse período ou de uma incapacidade de indentificar, ou até mesmo desconhecer, o que é empatia.....
Somos fortes, em detalhes sociais que não são iguais, nas falas e na forma de falar que se diferem. Detalhes de quem está de férias...pois se falarmos de nosso dia-a-dia quando agradecemos por temos um emprego, por mais sufocante que ele seja, ou nos lamentamos de não tê-lo e gostaríamos de poder, pelo menos, sonhar que poderíamos adquirir um bem material que posteriormente nos levariam ao um bem maior: a satisfação pessoal....
Realmente, que criou esse slogan acertou, dentro de uma estupidez política que vivemos, somos antes de tudo fortes...
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