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Contra a pirataria; todos a este bordo! Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Bruno Resende Ramos, em 22-11-2008 22:41
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Há bem pouco tempo atrás, tínhamos a figura do pirata vinculado, unicamente, ao universo ficcional, sendo esse um elemento alegórico dos carnavais, do folclore marítimo ou das lendárias histórias infantis; contudo, avançamos décadas e a figura marginal dos enredos dos filmes e das aventuras literárias ficou para trás e ganhou nova roupagem. Hoje possui outro figurino, talvez, por isso, mais perigoso e astuto tenha se tornado. O novo pirata além das tecnologias mais modernas para disseminar suas ações contra o patrimônio social e econômico das nações conta com a maré de impunidade para aportar com segurança entre elas.
Antes, mais presente no imaginário juvenil, apoiado sobre uma perna-de-pau, um tapa-olho em face e um gancho no lugar das mãos, figurava, assim, com a "persona" de um malvado vilão, um "mau caráter" facilmente reconhecido, notadamente limitado em seu aspecto físico. Atualmente, engana-se quem o imagina sob a atmosfera da ranzinzês e da maldade, o nosso antagonista mercadológico é sujeito simpático e comunicativo.
Se num plano real, vilipendiava os portos e os bens pátrios em favor dos interesses de seu líder e de seus patrocinadores, hoje, travestidos de bom moço, de cidadão comum, eles se multiplicam, real e virtualmente, a cada segundo, surgindo por todas as vias possíveis para, deste modo, fazerem o rapto gratuito e ligeiro dos produtos e serviços pertencentes a outrem.Tais personagens, servindo-se sempre da nau anônima e de uma bandeira (ideal) obscura antecipa-se ao sucesso dos outros e mantém a cesta básica do crime organizado.
Com uma boa máscara esses se desvencilham da Lei e das obrigações editoriais e produtivas, enganando a todos num fomentar da total dissolução da originalidade, da inibição da produção e na diluição da qualidade de bens pertencentes a terceiros. São, a despeito do tempo e das muitas diferenças de estilo, ainda os mesmos falsários de sempre. Além disso, a famosa "vista grossa" ou cegueria instantânea que acomete autoridades e indivíduos ligados ao trânsito dessas mercadorias é que colabora, diariamente, com o crescimento dessa prática cruel e criminosa. São eles também promotores da pirataria, os quais oportunizam crimes, ignorando, a grande perda para os cofres públicos e a escassêz dos serviços à população vinculados a tal prática.Não sabem que alimentam mortes, assassinatos, bem como o narcotráfico. São todos eles artífices da sonegação e da apropriação do patrimônio cultural brasileiro.
Ao sabor do patrocínio popular, os piratas têm em seu favor a cooperação das massas para a aquisição de um verdadeiro arsenal bélico que constrange as ações da polícia. Culpados somos todos, eu, você  e todos aqueles que trocam a lente da consciência cidadã por um "tapa-olho" que limita nossa forma de ver as coisas. E, num ato fortuito,  por causa dessa inaptidão, vamos à feira para a compra de um CD seja na perferia ou na loja de um amigo... Pensamos: "Por que não comprar, não é mesmo? É mais barato! ...Aliás, tô pagando..."

Então, fiquemos com nosso tapa-olho, pois é mais cômodo culpar os outros, a justiça, a polícia, o governo. A máxima da sabedoria é que não há quem viva feliz furtando o fruto do trabalho e suor alheio. E se, num momento, retiramos a viseira,  vislumbramos um novo tempo, através do qual podemos ver mais um artista nascer ao nosso lado. Ação tão digna e responsável que só pode frutificar em um bem maior: a honestidade.
A regra é simples, apenas a siga... Qual? Eu digo:

Nunca compre produtos originários da pirataria!

Sigamos à bom bordo!  Naveguemos noutros mares...

Para que esta história tenha um final feliz, basta que cada um se disponha em escrevê-lo.

Diga não à pirataria!

Publicado em : Diversos, Artigos Diversos
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