| Acesos da Contravenção |
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Hoje nos grandes conglomerados tanta poluição quanto anúncios de todas as espécies e interesses anuviam tanto a mente de quem passa que se mimetizam no escuro da desinformação. Numa bela e chata tarde de domingo, um amigão da galera traz consigo baseado, cigarros e bebidas. O pessoal mais novo, empolvorosa, excita-se em extase e admiração com o galã e sua gata botando fogo na bomba, e mais ainda com o grosso calibre da especiaria, diziam ser, de Santa Catarina. Alheio às fascistas proibitivas acerca das substâncias e os que aportam, o jovem, defronte ao cheiro inebriante e a brasa acesa, encontra-se no ápice subversivo de sua vida e das próximas gerações e o ébrio torpor da juventude transviada transcende o entorpecimento. - Tudo aquilo que falaram torna claro que não passam de mentiras ou interesses excusos, e nada impedirá uma vida de liberdade e maiores volúpias! Não fosse tamanha exposição das preconceituosas divagações sobre drogas, conclusões impertinentes não entrariam na ordem inconsciente do dia. - Porra véi, ninguém merece!, exclama a gatinha no tempo que carbura a fumaça na mente, dando mais um peguinha na bagana. E assim todos riem da voz fanhosa e o alento da subversão, e a situação se perpetua, ao menos emquanto durarem maiores e estranhas proibições.
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