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Escrito por Denis Marangoni dos Santos, em 08-10-2008 13:35
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Hoje nos grandes conglomerados
tanta poluição quanto anúncios
de todas as espécies e interesses
anuviam tanto a mente de quem passa
que se mimetizam no escuro da desinformação.
Numa bela e chata
tarde de domingo, um amigão
da galera traz consigo
baseado, cigarros e bebidas.
O pessoal mais novo,
empolvorosa, excita-se em extase
e admiração com o galã e sua gata
botando fogo na bomba,
e mais ainda com o grosso calibre
da especiaria, diziam ser, de Santa Catarina.
Alheio às fascistas proibitivas
acerca das substâncias e os que aportam,
o jovem, defronte ao cheiro
inebriante e a brasa acesa,
encontra-se no ápice subversivo
de sua vida e das próximas gerações
e o ébrio torpor da juventude
transviada transcende o entorpecimento.
- Tudo aquilo que falaram
torna claro que não passam
de mentiras ou interesses excusos,
e nada impedirá uma vida
de liberdade e maiores volúpias!
Não fosse tamanha exposição
das preconceituosas divagações sobre drogas,
conclusões impertinentes não entrariam
na ordem inconsciente do dia.
- Porra véi, ninguém merece!,
exclama a gatinha no tempo que
carbura a fumaça na mente,
dando mais um peguinha na bagana.
E assim todos riem
da voz fanhosa e o alento
da subversão, e a situação se perpetua,
ao menos emquanto durarem
maiores e estranhas proibições.


Publicado em : Crônicas, Crônicas
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