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A Temporada Enviar por e-mail
Literatura - Contos - Romance

Escrito por Brunno
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Dom, 07 de Fevereiro de 2010 17:06

Ouviu o primeiro barulho de porta. Lara estava agora com o bêbado. Ele era gente boa, ele admitia, mas frigidez era inconcebível. Não com uma esposa daquela. Apagou o cigarro e foi para sala.

 

Carlos e Andrea não estavam nos sofás, deviam ter ido para suas camas. Enquanto fechava as janelas e apagava as luzes, ouviu um murmúrio. Um “não” sussurrado, mas sem agitação na voz. Ouviu mais uma porta ser batida e terminou de ajeitar a sala.

 

Dormiu com dificuldade aquela noite.

 

Segundo dia

Onde as relações esfriam durante o dia quente e esquentam durante a noite.

 

O austero advogado acordou com uma buzina em frente à sua casa. Puxou o punho esquerdo para perto do rosto e o mostrador do relógio marcava qualquer coisa sonolenta antes das seis horas.

 

Pretendia ficar na cama, achando que o barulho talvez fosse um sonho, mas repetiu-se, então ele levantou.

 

Vestiu um roupão e foi até a janela da sala de onde viu um carro parado em frente à casa de seus vizinhos. Dentro do carro havia alguma agitação. Somente depois de um tempo ele notou que havia um pequena briga dentro do carro.

 

Era a menina, sua vizinha. Acendeu rapidamente as luzes da casa e da garagem. Abriu a porta e saiu para a calçada. Ninguém no carro notou sua presença. Ele pensou um gritar o nome da moça para chamar atenção do rapaz, que, agora era visível, tentava forçar a moça a alguma coisa que ela não queria.

 

Se gritasse os pais dela sairiam da casa e ele não queria se envolver nesse sentido. Só havia uma coisa a fazer.

 

Forçou a maçaneta na porta do rapaz, que não abriu porque estava travada, mas isso assustou o sujeito, que virou-se imediatamente com cara de pânico. Enquanto o moço olhava estático o homem alto e entroncado diante de sua porta, Melissa destravou o carro e desceu pelo outro lado.

 

Ela correu para onde Claudio estava e ficou ao lado dele. Pela cara dela não era necessário pedir ajuda. O rapaz, tentando argüir alguma coisa, desceu o vidro do carro.

 

__Dá meia volta e se manda daqui, agora, moleque! – disse Claudio entre dentes cerrados, mas sem levantar o tom de voz.

Antes de o que rapaz fizesse qualquer coisa Claudio passou um braço pelos ombros da menina e a levou para frente de sua casa deixando-a sob um facho de luz da entrada. Voltava para o carro enquanto o moço, que tinha mais de vinte e cinco anos, ligou o motor e sem olhar o lado engatou o carro e saiu lentamente.

 

O mais velho manteve fixa a imagem do carro até ele dobrar uma esquina e ir em direção à portaria do condomínio. Quando retornou onde Melissa estava, ela já tinha os olhos marejados e o rosto vermelho.

 

__Não precisa dizer o que aconteceu, mas controle-se porque seus pais devem ter ouvido a buzina. Logo estarão na porta e vão querer saber o que aconteceu. Ou você conta ou eu conto. – disse calmamente.

 

Ela fez menção de chorar, mas o olhar dele reprovava isso também. Melissa respirou fundo e ajeitou a blusa que usava, agora com a gola puxada e alguns botões soltos. Cobriu-se rapidamente com o casaco e tentou organizar as idéias.

 

__Ele disse que ia esperar... – ela quase chorava, soluçava.

 

__Melissa, acalme-se. Aconteceu alguma coisa mais grave? – perguntou num tom inquisidor, mas sem acusá-la de erro, mantendo uma inflexão paternal na voz, de quem entende o ocorrido.

 

__Não – ela murmurou rapidamente. Ele não podia saber naquele momento se era verdade ou se a vergonha que ela sentia não lhe permitia dizer – Não houve mais nada, doutor Claudio. Ainda bem que o senhor apareceu...

 

Neste momento uma luz na sala da casa em frente acendeu-se. Melissa fitou a fachada de sua mansão como se visse o inferno que estava por acontecer, como se estivesse de frente para o monstro que se avolumava na forma de sua controladora mãe.

 

__Nem pense em esconder esse fato de seus pais. – foi conduzindo a menina até sua porta, de onde saíram o pai e mãe dela, que tentaram esperá-la acordados, mas foram vencidos pelo cansaço.

__Claudio... – disse o pai da moça em tom apreensivo tentando entender porque ele a vinha trazendo.

 

__Um problema de namorados, José Carlos – escolheu dizer isso de forma a apaziguar a cena. A cara da mãe não era das melhores – Ouvi uma buzina e os dois estavam tendo uma discussão.

 

Mãe não se engana. Ela notou que a filha sequer olhava o homem que a ajudara, estava com vergonha de alguma coisa e entrou em casa como um raio. A protetora foi atrás deixando que o marido tomasse explicações.

 

__Claudio, o que aconteceu? Diga, por favor! – disse o pai, controlado, mas assustado.

 

__Quando cheguei, ela estava com um rapaz no carro e pelo jeito ela queria sair e ele não deixava. Acho melhor que ela conte o que realmente aconteceu. Eu não sei quem é, mas mandei o sujeito embora.

 

__É um moleque! – extravasou o pai – Claudio, eu não te digo! Esse vagabundo vem incomodando a menina sempre que estamos aqui! Ah, mas isso não vai ficar assim!

 

__Zé Carlos, calma! Não esqueça que sua filha foi vítima hoje! – controlavam o volume da conversa, o que trouxe a mãe para a porta. Dizia que a menina trancou-se no quarto.

 

__Deixa, Vilma! Vamos entrar e falar com ela! Mais tarde eu pego aquele vagabundo! Ah, eu pego!

 

Foram entrando, mas o pai voltou a agradeceu Claudio já no meio da rua. Os dois senhores de roupão. José Carlos estava atabalhoado pela raiva.

 

Assim que Claudio voltou pra casa deu de cara com Helena na porta. Ela disse que tinha ouvido os barulhos e perguntou o que era.

 

__A filha do vizinho perdeu a hora... – disse quase de forma jocosa, para não despertar mais perguntas.

 

Helena disse que voltaria para cama e já que ele estava acordado mesmo, resolveu dar um mergulho, tomar um banho e preparar o café. Sua piscina era aquecida e sentir um friozinho pela manhã ajudava a despertar, ainda mais com aquela discreta dor de cabeça por ter saído da cama meio aos pulos.

 

Tomou um banho sem pressa e ainda assim, às dez horas da manhã nenhum dos convidados tencionava sair da cama. Muito bem, tomou um café no escritório com a televisão ligada num canal de notícias e o computador checando frivolidades.

 

Enquanto uma linda loura de olhos azuis e terno comportado falava sobre mais um carro bomba no Oriente Médio, Claudio checava a classificação da última etapa do Campeonato Mundial de Rally. Sebastian Loeb e Henri Gascoin continuavam a trocar farpas, ainda que sabidamente falsas, porque eram amigos fora das pistas, disputando série a série quem levaria a taça pra casa.

 

Checou o correio eletrônico e havia diversas mensagens do escritório, nada urgente, mas resolveu responder naquele momento mesmo. Andrea abriu a porta porque ouvira a televisão.

 

__Bom dia... – disse de forma dulcíssima, usando boa parte do poderoso charme de que se sabia dona, mesmo com cara de sono e hálito matinal.

 

__Ah, mas que bela visão pela manhã! Pensei que a senhorita dormiria até as Completas!

 

Ela não entendeu a referência a antiga marcação diária dos monges, onde Completas é em torno das dezoito horas, pois os monges se recolher às dezenove, portanto, tendo completado seu dia de devoção.

 

__Eu não sei o que é isso, mas eu estou completamente com fome! – abriu a linda boquinha rósea e arqueou os braços para cima.

__O café está servido, minha cara, mas será um prazer lhe fazer companhia.

 

Deixou o escritório e notou que somente Andrea havia acordado. Ficaram sentados sobre o balcão conversando sobre a noite anterior, quando mais convivas foram despertando de seus sonos.

 

A manhã campesina na crista das montanhas do Vale do Paraíba é ímpar no que tange o frescor do ar. Para tanto, fora construído um hospital especializado no tratamento de tuberculoso e pneumopatas em geral. Os convidados do advogado aproveitavam deste ar a pureza e os cheiros do campo.

 

Lara mantinha um ar soturno. Alguma coisa lhe desagradara durante a noite e pouco falava com o marido, que milagrosamente, ou graças às pílulas contra de analgésico que tomara antes de dormir, acordou sem qualquer vestígio de ressaca, numa afronta aos velhos costumes.

 

A bela morena passou por Claudio muito séria com um “bom dia” seco, sem imprecação na voz. Preparou um café frugal que preferiu tomar em seu quarto. O advogado optou por não mexer com a onça.

 

Helena e Carlos vinham vivazes. Sua noite fora sem dúvida melhor que a de Lara. Helena até cumprimentou Claudio com um beijo no rosto. Carlos dispensou o café da manhã e usava um sorriso malicioso quando foi falar com o anfitrião.

 

__Tá a fim que começar os trabalhos mais cedo? – perguntou esperançoso.

 

Claudio retirava as louças do café e preparava-se para lavar tudo quando Carlos parou ao seu lado e se ofereceu pra ajudar.

 

__Claro! Façamos o seguinte: as meninas ficam na piscina e nós acendemos a churrasqueira.

 

__Minha combinação preferida. – tendo desistido de ajudar com a louça, foi convidar as moças para a piscina.

 

 

Marcos disse discretamente que sua esposa dormira mal. Confidenciou a Claudio que depois que ela deitara, tentou gracejos, parecia excitada, e ele não estava em condições de fazer absolutamente nada. Riu como um garoto que faz traquinagem com a babá e disse que daria um jeito.

 

Algum tempo depois, ao que o sol já havia passado o setentrião, estavam todos na área da churrasqueira. Huey Lewis dava um tom de animada informalidade. Helena estava de biquíni, mas cobria boa parte do corpo com uma saída de praia branca, transparente, mas que pouco estava á disposição de olhares porque ela manteve-se deitada numa das belas cadeiras brancas.

 

__Dá só uma olhada... – murmurou entre dentes Marcos olhando por trás dos práticos óculos de sol enquanto Andrea massageava o ventre para espalhar protetor solar. Os finos pelos louros lambuzados de creme branco lhe causaram um arrepio nas costas que seria difícil disfarçar se ele tivesse tentado.

 

Claudio manteve sua austeridade e concordou arqueando as sobrancelhas e sorrindo com o canto da boca. Carlos expirou o ar calmamente. Usou sua habilidade cirúrgica para fazer girar a grande faca em sua mão, que usava para limpar a carne, cravando-a perfeitamente ereta na tábua de madeira.

 

__Calma ai, doutor... – disse Claudio fazendo parecer obra circense.

 

Lara apareceu na escada de acesso da sala de almoço para onde os demais estavam. Vestia o roupão de banho aberto, usava os cabelos soltos e óculos escuros. Vinha descalça e de forma displicente até eles.

 

__Você tem visita, doutor. – e apontou para a porta.

 

Melissa estava como uma lebre junto ao batente da porta da sala de almoço. Parecia manter o rosto escondido como se estivesse com vergonha de entrar na casa.

 

__Oi, Melissa. – disse Claudio, chamando-a para junto deles, com testemunhas não haveria qualquer problema. Depois pensou em por que ele sempre imaginava que haveria algum problema.

 

A linda menina desceu as escadas infantilmente, pulando os degraus e fazendo os cabelos balançarem na manobra. Diante deles disse que tinha vindo agradecer ao doutor Claudio pela ajuda ainda de manhã. Fazia isso com os braços esticados e as mãos juntas para baixo, mantendo o queixo baixo e olhando por cima dos óculos de sol.

 

Claudio disse que não havia problema. Preferiu não aconselhá-la a tomar cuidado porque isso despertaria curiosidade nos demais. Depois, toda faceira, a jovem estendeu o corpo em direção à churrasqueira e disse “hum, que cheiro gostoso!”.

 

__Por favor! Sirva-se! – disse um empolgado Marcos correndo para a bandeja de onde petiscos saborosos emanavam o odor estimulante.

 

Melissa retribuiu a gentileza com um sorriso e Claudio, de costas para a cena, usou o reflexo a faca cravada na madeira para observar a reação de Lara. A morena foi lentamente baixando a cabeça deixando que os cabelos negros como noite corroborassem os óculos de sol para lhe conferir um aspecto fúnebre. Bateu o copo sobre a mesa de plástico que adornava a área da piscina e levantou-se.

 

Claudio pôde vislumbra a cena. Era agora. Ela iria partir para cima da menina. Já não gostara dela ontem, agora o imbecil do marido faz um papelão desses. E o animal sequer notava a reação da esposa. Mantinha um sorriso de falso lobo abobado, o mal disfarçado meia boca, cujos pensamentos, se lhe pudessem ser extraídos e posto a público, fariam Quentin Tarantino corar.

 

Rememorando o velho Tiro de Guerra girou rapidamente sobre os calcanhares, como se o sargento Pereira ainda lhe gritasse “Fontes! Meia volta seu ímpio, seu mandrião de uma figa, filha de uma prostituta babilônica!” esperando aparar o golpe que viria de cima, porque Lara em bem mais alta que a “mignon” Melissa.

Helena deixou que o queixo caísse e Andrea preferiu nem olhar para não ser implicada, de alguma maneira que ela achava de seria. Carlos deu dois para trás deixando o caminho das facas livre e guardava um sorriso esperançoso no rosto.

 

Claudio ainda conservava o ar nos pulmões no clássico reflexo de defesa. Lara passou por ele e fez um carrinho delicado no ombro. Abriu a geladeira e tirou duas garrafas de cerveja tipo “long neck”. Incrustou uma tampa na outra e puxou simultaneamente uma para cada lado fazendo as duas tampas pularem com um estampido, sem rachar o vidro.

 

Deu uma a Claudio sorrindo e mordendo o lábio inferior numa exultante expressão de satisfação. Helena deu um grito agudo de apoio e aplaudiu. Andrea abriu a boca, animada, tinha de aprender a fazer aquilo!

 

Claudio riu abertamente pegando a garrafa que lhe era oferecida. Disse “Essa foi demais!” enquanto Carlos tentava entender o que Lara havia feito. Marcos e Melissa não viram a cena, absortos que estavam no seu joguete. Mas foi suficiente para as atenções se voltarem para a altiva morena, como ela, aliás, gostava.

 

__Um brinde! – com Claudio.

 

__Às suas habilidades como “A escolha do barman”. Achei que estava brava com alguma coisa. – disse apenas para ela.

 

__Nada que uma boa música, uma boa companhia e um pouco de cerveja, não resolvam. – Viraram-se ambos para acompanhar o trabalho de Carlos – Vai deixar a menina ficar aqui?

 

__Lara o que eu posso fazer? Expulsar a menina? Deixe que ela fique, teve ter alguma coisa pra conversar com Andrea.

 

Mesmo porque, segundos depois, a preparada (cuidado) Melissa já estava despindo-se graciosamente e expondo um belo biquíni preto, onde as tiras da calcinha eram amarradas dos lados. Foi até Claudio e pediu uma bebida.

O homem não teve dúvidas, abriu a geladeira e preparou um refrescante copo de refrigerante com gelo. Ela fez cara de nojo, disse que não tomava refrigerante porque engordava. Ele disse que era do tipo que não engordava. Ela insistiu para tomar uma cerveja, só uma, não faria mal. Ele disse que ela não tinha idade para aquilo, que já havia dado trabalho de manhã e que se ela insistisse chamaria seus pais.

 

Retesada como uma aluna que levou xingo do professor, Melissa tomou das mãos dele o copo sem graça e estava voltando à piscina. Não sem passar por Lara, que deu um gole generoso na cerveja gelada e dourada, permitindo que um filete do precioso líquido lhe descesse pelo canto da boca. Depois passou um dedo atrevido pelo lábio e abriu um sorriso diabólico.

 

Claudio segurou-se para não rir. Não daria mais atenção à menina, não iria competir com a indiferença malévola de Lara e a patética demonstração de atenção de Marcos, que no momento do desfile na ninfeta inflava as plumas como um pavão.

 

__Dá pra acreditar? – Lara ignorava a condição do marido.

 

__Ei, Claudio – disse Carlos discretamente, como se não acreditasse na cena de há pouco – Eu devo guardar as facas ou aquele nosso churrasquinho tranqüilo, com as meninas rindo de besteiras na piscina, nós falando besteiras de cerveja e um esporádico aperitivo salgado para justificar o salário vai sair?

 

O anfitrião riu e definitivamente, lavou as mãos. Era hora de preparar uma excelente chuleta! “Ai, credo. Que é isso?” disse Lara rindo com os dois.

 

Marcos controlou-se algum tempo depois e veio para juntos da esposa. Lara decidiu não estender o mal estar e sorriu para o marido. Depois foi conversar com as meninas deixando os homens com seus assuntos inadiáveis.

 

__Quem vocês acham que ganha o brasileirão? – perguntou Carlos, torcedor ferrenho de um dos times paulistas.

 

__O seu time é que não vai ser! – disse Marcos, provocativo – Não com aquele técnico obtuso que me coloca o Pinta na lateral direita! O sujeito é canhoto!

 

__Melhor, cruzamento no segundo pau e pimba! Não é a toa que estamos na frente de vocês na classificação geral. – disse cortando uma picanha dos deuses.

 

__Ô doutor! Fala aqui pro nosso amigo que classificação, agora – estendeu um dedo – não faz a menor diferença! Vamos ver no final quando o Geriatria Futebol Asilo, porque Clube é coisa de jovem, estiver caindo pelas tabelas, literalmente e nós passarmos os velhinhos. Aliás, cara, acho que devia deixar seu cartão com os dirigentes deles, teve ter um monte de infartos acontecendo por lá – e riu pra própria piada.

 

Claudio olhou de soslaio para Carlos, que riu baixo. Ele já era o médico oficial do clube para o qual torcia. Mas resolveram não estragar a alegria do outro.

 

__Não adianta falar de futebol com esse cara, Marcos. O Claudio, acho, ainda torce para o Barcelona de 62 ou o Dínamo de Kiev, qualquer coisa que lembre Internacional de 70.

 

__E acreditem – completou o advogado – estou muito bem assim.

 

A suarem estendeu-se até o final da tarde com Marcos falando enrolado, Carlos servindo a todos, Claudio tirando das mãos rápidas de Melissa uma cerveja que ela julgava inconteste, e ás oito horas ficara resolvido que iria sair novamente.

 

A menina foi devidamente escoltada para sua casa muito a contra-gosto, queria de todo modo participar da festa dos adultos.

 

No limbo das oito até as dez horas da noite, enquanto tomavam banho e descansavam, Claudio disse que sairia para comprar mais provisões para o café da manhã do dia seguinte e cerveja, que havia acabado.

 

Foi no carro com Marcos. Ele dirigindo porque insistia que Claudio tinha de conhecer o carro dele, também alemão, mas mais esportivo e cheiro de relógios e turbinas sob o capô.

 

__Diz uma coisa, doutor. Por que o senhor não é casado?

 

__Eu fui, mas não deu certo. O Carlos comentou alguma coisa com você sobre isso?



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A Temporada
Dom, 07 de Fevereiro de 2010

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Última atualização em Seg, 08 de Fevereiro de 2010 08:21
 
Comentários (2)
  • Cilas_Medi
    avatar
    Gostei. Mas não tem final? Ou melhor, ficou um gosto de precisar resolver. Parabéns!
  • Brunno
    avatar
    Oi Cilas, obrigado. estou escrevendo devagar, mas vai ter continuação sim.
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