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Sexta, 03 Set 2010
Escrito por: solangelima
solangelima

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A MORTE DA HEROÍNA

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Acreditava que não nasceu para ser grande 
Viveu assombrada por lembranças tristes de sua infância
Tomou posse de cada palavra desestimulante que ouvira a vida toda
Cresceu à marge da realidade, cercada de medo e covardia
Anulou-se em nome de terceiros
Tornou-se grande sem se dar conta
Não tanto quanto podia mas o sulficiente para quem insistia em ser pequena
Brilhou, tornou-se pública, esbanjou talento
Aplicou-se a arte de amar
Nessa arte curou almas
Fortaleceu sonhos
Gerou esperanças...
Colocou-se na posição de ouvinte
Chorou com os que choravam
Alegrou-se com os que alegravam-se
E destacou-se
Por seu amor
Cuidado
Carinho
Empenho...
Cresceu
Cresceu muito e ficou em lugar de honra
Sua mente que sempre acreditou que nascera para ser pequena se confundiu
E se perdeu
Deu-se a queda da heroína e consequentemente a sua morte
Mas enquanto entrava no caminho da morte lembrou-se que seu mestre também morreu
Porém, no terceiro dia ressuscitou
Por ela e pra ela
Agarrou-se a Ele usando a esperança que sempre injetou nos aflitos a quem tanto amou
Hoje, espera seu ciclo de morte tal qual o mestre
Para um dia ressuscitar
Para uma nova vida
Onde possa ser grande
Sem deixar de ser pequena.



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Sex, 03 de Julho de 2009

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