E subjuntivando a total inessência em que fui convertido,
já não me sinto sintático.
Confundo-me:
Ora sujeito indeterminado,
ora sujeito inexistente,
vejo hiatos abissais
por entre as frestas deste meu ser violado,
sentindo o caos da tua infinitiva abstração.
Quanto mais preciso me saber
entre as elipses do teu ser,
mais me perco na analfabetia de mim.
Por não me participiar em ti,
vejo-me pro-nome apassivado,
sempre agente da passiva,
e/ou partícula condicionadora
deste impróprio predicativo eu que é teu.
O impalpável... O improvável...
O intangível transcendente de suas raias/laias
é mistério; o seu mistério:
esse objeto indireto
que se despe e não se me dá.
Solapando-me, embargando-me
na imensidão das possibilidades combinatórias
que os signos de tua ausência
introjetaram em mim.
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