| Rastro Casto |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por felipelucas |
Ter, 28 de Outubro de 2008 21:22 |
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O poeta é um inventor, Inventa um mundo, Onde a dor ama o compor, O poeta é um vivificador De paixões alheias, Que o próprio semeia, Mas não ama – é observador, Escreve para quem não lê, Recita para quem não crê, No óbvio, no comovente, No poder do Amor, O escriba é escravo de si, Pois confere sentimentos Aos que sentem as ilusões, Das falsas juras de sempre amar, Mais rápido se esgota o mel Em frascos rasos e transparentes, Mais renitente se torna a pena Ao ver frascos cheios de tinta, E contínuo é o seu viver Em corpos, mentes e mãos de Outros poetas incrédulos Na solução do bicho-homem, Não se pára para se doar, Doa-se um ser inventado, De acordo com a falcatrua Que a amada quer ouvir, Amada até o ciclo da Cama redonda do quarto Vermelho tornar-se quadrada - Que medo de falar a verdade! Por que tudo, todos se cansam Por nada? E o amor que Era eterno foi viver por 30s Em outros seres desenhados, Por que a amada sabe que não Pode ser sempre amada, assim Como é o próprio amor – eterno. Então, se não é do amor, ela não é amada? Mas mesmo então se ela se for Junto a um valete de paus Cavalgar ao vento da noite, Será amada, em camadas de 30s. E você será ainda rei sem rainha, Em um castelo com 1 torre, 1 bispo, 1 cavalo, 4 peões, muitos expectadores e alguns cães, O poeta é um filho do homem Que nasce em frente a um Precipício azul E que dá adeus a cada Página virada De história não mais sua; De quem ele foi, já não se sabe, E que volta em rostos juvenis Que varam as madrugadas Em busca de um amor ofegante Sumindo em rostos tranqüilos pela manhã, O poeta é um perdedor, Que se perde e se espalha, Tão só e completamente, No meu rosto e de toda essa gente. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qua, 29 de Outubro de 2008 05:14 |


