Adote Trótsky, anote León,
Adore Deus, reconheça as bundas,
Não se perca por elas,
Não se engane sem mim,
Não sou ninguém.
Alguém que carrega uma camisa com
A cara de quem morreu sem nunca
Conhecer o cristo, sem pegar o visto,
Para avistar as negas peladas,
Na Baia de se enganara.
Minha atônita estampa vermelha
Não luta por mim, meu cordãozinho
Não me protege, foi arrancado
Por um menino do Rio, pra se
Enfeitar pro baile Fucc bundas
Essa Sibéria onde vivo é sempre
Inverno, e não há um companheiro
Pra invernar comigo contra a chuva
De projéteis, contra essa turma de maquetes,
Contra esse rio político de marionetes.
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