única e múltipla parte singular de seres
que ao menos sabem o verdadeiro sentido
dessa vida. Pessoas vêm e vão todos os dias
e a existência vai se tornando cada vez
mais longínqua da realidade,
viver não é mais um privilegio e sim um desafio,
muitos vivem sonhos quase reais de gargalhadas,
talvez esses sejam felizes, e se rir é o melhor remédio,
então porque ele não se vende na farmácia?
Os poetas morreram de tristeza,
o mundo não compreende mais suas formas de amores,
claro, a irrealidade torna-se cada vez mais sórdida,
mas ainda é a saída para o mundo que se toma todo em cada um.
Triste mundo de desafios assustadores para aqueles
que não tem força e nem apoio como muitos dos que vejo,
feito um palhaço de um circo sem futuro
exalando suspiros alegres involucros em tristeza,
se esconder em máscaras talvez seja o melhor,
essas máscaras feitas de vidas que se consomem todos os dias,
quem sabe por trás delas ninguém te encontre. Quem sabe a verdade ainda há de vir
por entre as nuvens, entre céus azuis turquesa,
por entre arco-íris incolores, sem explicação,
por entre o eclipse dos astros.
A luz se faz divina. O mundo há de acabar, sozinho, sem ninguém perceber.
O malabarista aprende a ter em suas mãos as vidas
boquiabertas de todos os que o admiram, mas
quantos sabem o que acontece quando o espetáculo acaba?
Cada um é igual a cada! A verdade se desfaz dos risos e dos urros,
as máscaras se esvaeme surgem seres normais...
tudo é normal e repugninante,natural como as estações
que todo ano cumprem seu ciclo,
uma, duas, três, quatro,
agora quero cinco
agora quero fugir desse Circo
fugir do mundo que não me agüenta,
quero ver a normalidade se fazer forte
quando todos se forem por detrás da lona
desse maldito espetáculo de vidas,
mas a minha deixo aí,
só a quero quando for sexta,
a sexta estação.
Quero ser mais, quero ser eu, mais que eu.
Dos contos de fada, a realeza busca a vulgaridade do amor proibido,
o amor que muitos bebem em cálices de cristal, tão frágeis
quanto seus corações...
E então o palhaço deixa escapar sua lágrima expremida, o silêncio se faz rei.
-Palhaços choram?
-Ele ta fingindo!
Ele não estava fingindo, seu amor de cristal lhe cortou os pulsos.
O espetáculo encerra na quarta pra voltar de novo na primeira!
E eu espero, a quinta, a sexta...
Porque sou diferente, não quero ser mais um controlado pelas ruas de minha vida,
quero ser é orgânico! Quero aprender a amar, quero ser poeta, ser palhaço que chora...
Eu quero a quinta, a sexta estação desse horrendo circo de vidas!
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