A missa das almas é uma tradição vinda com nossos patrícios portugueses, onde o padre celebra uma missa com a intenção de proporcionar orações e descanso para as almas dos entes queridos que já partiram dessa vida.
Esta tradição permanece até hoje em muitas cidades do interior de Minas Gerais e outros estados.
Aqui na histórica cidade de São João del-Rei, não havia de ser diferente.
Conta-se uma história assustadora ligada a esta missa, é mais um menos assim:
“Havia um grupo de senhoras que se reuniam todas as semanas para assistirem a ‘missa das almas’ na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar pontualmente às seis horas da manhã, dentre elas, havia dona Virgínia Cabral, que com seus mais de 80 anos, não perdia a missa por nada.
As igrejas aqui, costumam ter relógios que anunciam pontualmente as horas, ajudando seus fiéis a nunca perderem seus horários.
Num belo dia, dona Virgínia, foi acordada pelo badalar de meia hora, e logo tratou de pular da cama assustada pensando – estou atrasada, já são cinco e meia - vestiu sua tradicional saia preta e seu inseparável xale, e foi rumo à igreja apressadamente.
Chegando lá, ainda sonolenta, mas fiel a seus costumes, nem reparou em nada, e começou a rezar seu terço matinal aguardando a celebração.
O relógio, de repente, começou a badalar, ajudando dona Virgínia a acordar de vez, e lá se foram 1, 2, 3, 4, 5, 6 badaladas, porém para o espanto da velhinha continuaram... 7, 8, 9, a esta altura a senhora já tremia seu corpo como vara verde e começava a perceber que algo estava errado, 10, 11... reparando bem, dona Virgínia viu o padre e o sacristão flutuarem...12 badaladas e tudo desapareceu como num passe de mágica, a única viva alma que ali permanecia inerte e sem ação era a carola, as portas se fecharam e a luz apagou. Dona Virgínia, só assim percebeu que na verdade havia participado de uma verdadeira “missa das almas”, com tanto pavor, desmaiou.
No dia seguinte, o sacristão, encontrou a beata sem sentidos como um cadáver.
Ninguém sabe ao certo se foi sonho ou realidade, porém a senhora jura de pé junto sobre o acontecido.”
Esta história é uma das lendas da cidade onde resido – São João del-Rei – MG. Sempre achei interessante este tipo de história popular e devido a este fato resolvi adapta-la, divulgando assim e preservando a cultura do local.
Esta tradição permanece até hoje em muitas cidades do interior de Minas Gerais e outros estados.
Aqui na histórica cidade de São João del-Rei, não havia de ser diferente.
Conta-se uma história assustadora ligada a esta missa, é mais um menos assim:
“Havia um grupo de senhoras que se reuniam todas as semanas para assistirem a ‘missa das almas’ na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar pontualmente às seis horas da manhã, dentre elas, havia dona Virgínia Cabral, que com seus mais de 80 anos, não perdia a missa por nada.
As igrejas aqui, costumam ter relógios que anunciam pontualmente as horas, ajudando seus fiéis a nunca perderem seus horários.
Num belo dia, dona Virgínia, foi acordada pelo badalar de meia hora, e logo tratou de pular da cama assustada pensando – estou atrasada, já são cinco e meia - vestiu sua tradicional saia preta e seu inseparável xale, e foi rumo à igreja apressadamente.
Chegando lá, ainda sonolenta, mas fiel a seus costumes, nem reparou em nada, e começou a rezar seu terço matinal aguardando a celebração.
O relógio, de repente, começou a badalar, ajudando dona Virgínia a acordar de vez, e lá se foram 1, 2, 3, 4, 5, 6 badaladas, porém para o espanto da velhinha continuaram... 7, 8, 9, a esta altura a senhora já tremia seu corpo como vara verde e começava a perceber que algo estava errado, 10, 11... reparando bem, dona Virgínia viu o padre e o sacristão flutuarem...12 badaladas e tudo desapareceu como num passe de mágica, a única viva alma que ali permanecia inerte e sem ação era a carola, as portas se fecharam e a luz apagou. Dona Virgínia, só assim percebeu que na verdade havia participado de uma verdadeira “missa das almas”, com tanto pavor, desmaiou.
No dia seguinte, o sacristão, encontrou a beata sem sentidos como um cadáver.
Ninguém sabe ao certo se foi sonho ou realidade, porém a senhora jura de pé junto sobre o acontecido.”
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