PERSONAGENS:
MADELEINE
FRANÇOIS
VALENTINE
PADRE GASTON
PADRE JEAN-PIERRE
BISPO
CHARLES
JOVEM
ÉPOCA: Século 18.
PRÓLOGO
MADELEINE - Formosa Virgem Maria, que meteu uma noite com o Espírito Santo ao lado de São José, o cornudo adormecido, de onde veio o doce Jesus, esse fodedor de Madalena, a puta pública. Santa Maria, virgem como eu, agradeço por essas deliciosas fodas. E vós, Madalena, obtém para mim a graça de foder tanto quanto vós, na coninha ou no ânus, quinze ou vinte vezes por dia sem me cansar e sempre gozando... Doce Jesus, modelo dos alcoviteiros, fodedor obstinado, complacente da ardente e exemplar puta Madalena que era tão apaixonada por vosso pênis e por vossos culhões sagrados, conservai minha coninha sempre estreita e acetinada, meus seios sempre firmes, minha pele, meu ânus, meus braços, minha boca aveludada, o pênis do meu pai sempre duro, seus culhões sempre cheios e minha coninha sempre quente e úmida. Amém.
CENA 1
(LUZ SOBE EM RESISTÊNCIA REVELANDO OS APOSENTOS DE VALENTINE. EM CENA, ESTÁ MADELEINE E VALENTINE, UMA NOVIÇA, COM UM LIVRO NAS MÃOS)
(OUVE-SE BATIDAS NA PORTA. MADELEINE ESCONDE-SE NO GABINETE. LOGO EM SEGUIDA O PADRE GASTON ENTRA)
(VALENTINE AJOELHA-SE. EM SEGUIDA LEVANTA AS SAIAS E A COMBINAÇÃO MOSTRANDO SUAS NÁDEGAS BRANCAS)
VALENTINE - Sim, Padre Gaston. Sinto que o meu espírito se desliga da carne e vos suplico que comece a santa obra.
PADRE GASTON - Estou contente convosco. Está na hora de começardes a gozar do fruto de vossos santos trabalhos. Não me escutai, mas deixai-vos conduzir. Com o cordão de São Francisco, vou expulsar tudo o que resta de impuro em vós.
PADRE GASTON - (DEPOIS DE ALGUNS MINUTOS) Vosso espírito está contente, santinha? Quanto a mim, vejo os céus abertos, eu...
VALENTINE - Ah, padre, sim... Gozo da felicidade celeste. Sinto que o meu espírito está completamente desligado da matéria. Expulsai, padre Gaston, tudo o que resta de impuro em mim... Estou vendo os anjos... Estou sentindo o cordão... não aguento mais... estou quase morrendo. (GOZA)
PADRE GASTON - Levante-se e cubra-se, minha santinha. E venha agradecer ao Senhor pelos favores que d'Ele acabou de receber.
VALENTINE - Ah, Madeleine. Que felicidade! Eu vi o paraíso aberto. Quantos prazeres em troca de um momento de dor. Pela virtude do santo cordão, minha alma estava quase desligada do meu corpo. Eu te asseguro que o senti penetrar até o meu coração. Não duvide, eu passaria para sempre para a morada dos bem-aventurados.
CENA 2
(FOCO EM FRANÇOIS QUE ESTÁ SENTADO NUMA POLTRONA BERGÈRE)
(FOCO CAI EM RESISTÊNCIA)
(MADELEINE, AGACHADA NUM CANTO, SE MASTURBA)
(MADELEINE ESTÁ QUASE GOZANDO E É SURPREENDIDA PELO BISPO)
BISPO - Jamais leve a mão a esta parte pela qual mijais, que não é outra coisa, senão a maçã que seduziu Adão e que realizou a condenação do gênero humano pelo pecado original. Ela é habitada pelo demônio, é a sua morada, o seu trono. Logo a natureza cobrirá essa parte com um pêlo feio, como o que serve de morada para os animais ferozes para, com essa punição, marcar que a vergonha, a escuridão e o esquecimento devem ser o seu destino. Tomai cuidado, ainda com mais precaução, com esse pedaço de carne dos meninos de sua idade: é a serpente que tentou Eva. Que vossos olhares e vossos toques jamais sejam maculados por esta besta feia. Ela vos picaria e vos devoraria de modo infalível, mais cedo ou mais tarde.
MADELEINE - O quê? Seria mesmo possível que aquilo fosse uma serpente e tão perigosa quanto dizeis? Ela me pareceu tão doce. Eu lhe asseguro que ela tinha somente uma boquinha e nenhum dente...
BISPO - Acreditai no que vos digo. As serpentes que tivestes a temeridade de tocar ainda eram muito jovens, muito pequenas para realizar o mal de que são capazes. Mas elas se esticarão, engordarão e se lançarão contra vós: é aí que deveis temer o efeito do veneno que têm o costume de lançar com uma espécie de furor e que envenenaria o vosso corpo e a vossa alma... Você deve combater suas paixões com armas do jejum, da prece e do cilício. Agora pode ir, Madeleine.
CENA 4
(FOCO SOBRE FRANÇOIS SENTADO NA POLTRONA BERGÈRE)
CENA 5
(MADELEINE E PADRE JEAN-PIERRE SENTADOS EM UM BANCO)
MADELEINE - Sim, Padre.
PADRE JEAN-PIERRE - Agora pode ir.
VALENTINE - Mandaste me chamar, Padre?
PADRE JEAN-PIERRE - Sim, Valentine. Sente-se, por favor. Sinto-me na obrigação de alertá-la em relação as atitudes do Padre Gaston para convosco... É notável em vós a sua paixão dominante. Essa paixão, unida a uma natureza terna, a fez escolher o partido da devoção como o mais apropriado ao seu projeto. Tu amaste a Deus como se ama um amante. Suas maneiras modestas há muito haviam lhe dado a reputação de ser muito virtuosa e para vós tudo o que favorecia essa paixão tornava-se uma verdade incontestável. Assim são os fracos humanos: a paixão dominante, pela qual cada um é afetado, sempre absorve todas as outras. Eles somente agem em conseqüência desta paixão, ela os impede de perceber as noções mais claras, que deveriam servir para destruí-la.
VALENTINE - Destruir-me? Como?
PADRE JEAN-PIERRE - A semelhança dos seus objetivos e dos do Padre Gaston bastavam para uni-los. Certamente vós, Valentine, estava de boa-fé, mas Gaston sabia ao que se ater: a amável figura de sua nova penitente o seduziu e ele percebeu que, por sua vez, seduziria e enganaria um coração flexível. Logo ele fez o seu plano. Gaston tem muito talento para o púlpito. Os seus discursos são cheios de doçura, de unção. Possuía a arte de persuadir. Ele o empregava essa persuasão para adquirir a reputação de convertedor. E de fato, um número considerável de mulheres e de moças do mundo abraçaram o partido da penitência sob a sua direção.
VALENTINE - Ele me assegurou que eu me transformaria numa santa. O cordão de São Francisco iria purificar-me de todas as minhas impurezas.
PADRE JEAN-PIERRE - (DIRIGE-SE ATÉ O GABINETE E DE UMA GAVETA RETIRA UMA CAIXA DE VELUDO CARMESIM) O verdadeiro cordão é este, Valentine e não àquele que o Padre Gaston lhe mostrou.
VALENTINE - Eu não serei santa? O cordão de São Francisco era falso? O Padre Gaston me enganou esse tempo todo?
PADRE JEAN-PIERRE - Sim. E levou-a a submeter-se durante vários meses aos seus impúdicos enlaçamentos, enquanto vós acreditava somente estar gozando de uma felicidade puramente espiritual e celeste.
VALENTINE - Eu vou falar com ele imediatamente. E levar esse fato ao conhecimento do nosso Bispo.
PADRE JEAN-PIERRE - Calma. Não se precipite. Toda excitação é perigosa. É preciso agir com cautela. Agora só lhe peço um pouco mais de tempo e paciência, irmã Valentine. Tudo tem a sua hora. Mais cedo ou mais tarde, cairá a máscara do Padre Gaston e ele irá responder por todos os seus atos libidinosos.
(DOMINGO. MADELEINE ESTÁ NA CASA DE SEU PAI, FRANÇOIS. AMBOS ESTÃO SENTADOS. ELE BEBE UM CÁLICE DE VINHO)
FRANÇOIS - E isso lhe causa prazer?
MADELEINE - De certa forma, sim.
MADELEINE - (TENSA E SÉRIA) Papai. Eu vou sair do convento. Eu quero me casar.
FRANÇOIS - Só terás a minha assinatura depois que eu te enlevar.
MADELEINE - (ENCOLHE-SE) Não. (FRANÇOIS AGARRA A FILHA, A FORÇA) Pelo menos assine isto. (MOSTRA-LHE UM PAPEL)
FRANÇOIS - Assino se te enlevar. E quero, inclusive, o prazer da tua parte.
MADELEINE - Agora sei que os meus sonhos eram provocados por vós. (DEITA-SE DE COSTAS NA CAMA) Satisfazei-vos, então. Enlevai-me, mas quero estar virgem no dia do meu casamento.
MADELEINE - Se fosseis mais rico, renunciaria ao casamento e poderia me dedicar a vossos prazeres. Mas preciso de um marido para deixar de ser um estorvo pra vós.
CENA 7
(FOCO SOBRE O PADRE GASTON)
CENA 8
(MADELEINE COM UMA MALA NAS MÃOS DESPEDE-SE DO BISPO, DO PADRE JEAN-PIERRE E DE VALENTINE)
PADRE JEAN-PIERRE - Venha sempre que puder.
VALENTINE - Sentirei sua falta. Obrigada por tudo.
BISPO - Seja feliz, Madeleine. E que Deus vos abençoe.
MADELEINE - Amém. Algo me diz que estou indo ao encontro daquilo que realmente procuro. Não devo desprezar minha intuição. Farei aquilo que acho que deve ser feito. Adeus.
TODOS - Adeus.
CENA 9
(FOCO SOBRE O PADRE JEAN-PIERRE)
PADRE JEAN-PIERRE - A vida de um homem é comparada a um jogo de dados. O lance de dados é o quadro de todas as ações de nossa vida. Um dado empurra o outro, ao qual imprime um movimento necessário, e de movimento em movimento, por sua primeira ação, é determinado de forma invencível para uma segunda, uma terceira. A vontade do homem é insensivelmente obrigada a fazer estas ou àquelas ações durante o decorrer de sua vida, cujo fim é o lance de dados.
(MADELEINE, CHARLES, UM SENHOR DE MEIA-IDADE E UM JOVEM FORTE E BELO)
JOVEM - Sim.
CHARLES - Hoje vai ser desvirginada. Não lhe disse que o pêlo da sua joinha era mais acetinado do que seda? Lá dentro deve ser mais macio ainda. (VIOLENTAMENTE OBRIGA MADELEINE A FICAR DE JOELHOS) Vamos, preciso de prazer! Vê como fico com tesão diante desta sua joinha? Ah, desgraçada. Bem que arrancaria esse botãozinho se não temesse estragá-lo... E então, rapaz, pode fodê-la.
CHARLES - (PARA O JOVEM) Teu caralho é do tamanho ideal. Por isso cedo a minha esposa por cinco luíses uma virgindade que vale mil. Primeiro terás que meter na joinha: é do que necessito com a maior urgência. Amanhã podes comer o cu dela. Fique sabendo que o seu marido a adora... (PARA ELA) Se sou rude com você é para tornar-te mais flexível às minhas vontades... Ficarás encantado...(PEGA UM POTE COM MANTEIGA, COLOCA MADELEINE DE QUATRO E PASSA A MANTEIGA NA VAGINA DELA) ... e nada de piedade. Ela é como as putas: é preciso espancá-la para que cumpra o seu dever.
CHARLES - Ah, sua perdida.... ah, puta. Está fodendo, desgraçada? Que bela trepada, meu garanhão....
MADELEINE - Pára. Está doendo!
JOVEM - Ela está beliscando a minha vara... Que bucetinha... Um cetim! Ah, estou fodendo. Mexe o traseiro. Mexe essa buceta deliciosa. Mexe sobre mim. Não estou aguentando. Vou gozar... Aaaahhh...
JOVEM - As que me disseram que teu pai te desvirginou são umas mentirosas. É mais virgem do que uma menina recém-nascida. Gostaria que todos estivessem aqui para comprová-la.
CHARLES - Agora tu és uma puta, Madeleine. Sua joinha irá render-me muito dinheiro... Eu gostaria que todo mundo te fodesse. Você não é larga o suficiente.
CHARLES - Olhai. Ela está toda borrada. É da natureza das gatas: elas mordem e gritam quando tratamos bem delas.
CENA 11
(FOCO SOBRE O PADRE JEAN-PIERRE)
(ENTRA VALENTINE)
PADRE JEAN-PIERRE - Aja como se nada tivesse acontecido. No momento exato, o Bispo e eu, invadiremos os vossos aposentos e desmascararemos esse libertino.
PADRE GASTON - Bom dia, minha cara irmã em Deus! Que o Espírito Santo e São Francisco estejam convosco. (VALENTINE VAI CAIR EM SEUS PÉS, MAS ELE A ERGUE E A FEZ SENTAR-SE JUNTO DELE) Repetirei mais uma vez esse ensinamento: esquecendo o corpo é que se chega à união com Deus: a se tornar santa e a operar milagres. No nosso último encontro vossa alma entrou em contemplação, desligou-se dos sentidos e seu espírito quase desligou-se da carne. Vamos começar, minha filha. Vamos repetir o nosso último exercício. Ajoelhai-vos e descobri essas partes da carne que são o motivo da cólera de Deus.
(VALENTINE AJOELHA-SE NUM GENUFLEXÓRIO COM UM LIVRO DIANTE DE SI. EM SEGUIDA LEVANTA AS SAIAS E A COMBINAÇÃO MOSTRANDO SUAS DUAS NÁDEGAS BRANCAS)
PADRE GASTON - Agora juntai as mãos e elevai o vosso espírito com a idéia da eterna felicidade que lhe é prometida. O vosso espírito ficará contente.
PADRE GASTON - Com o cordão de São Francisco, vou expulsar tudo o que resta de impuro em vós.
PADRE JEAN-PIERRE - Basta! Acabou a farsa, padre Gaston.
PADRE GASTON - Mas o que é isso? O que está acontecendo aqui?
BISPO - O Senhor está agindo de má-fé e corrompendo uma de nossas irmãs
PADRE JEAN-PIERRE - Tiraste a honra da irmã Valentine. Poderia engravidá-la e deixá-la perdida por toda a vida.
PADRE GASTON - É mentira.
VALENTINE - É verdade. O Padre Jean-Pierre mostrou-me o verdadeiro cordão de São Francisco... Nunca me senti tão suja.
BISPO - Que perfídia.
PADRE GASTON -Em momento algum desonrei essa mulher. Eu juro.
BISPO - Não jures em falso.
PADRE GASTON - Nunca violei a irmã Valentine.
PADRE JEAN-PIERRE - Valentine chamou Madeleine que escondeu-se no gabinete e viu tudo o que passou-se aqui.
PADRE GASTON - Madeleine nunca teve afeição por mim. Inventou essa história toda. E aproveitou-se da ingenuidade de Valentine, para ambas, me prejudicar. (PADRE GASTON AJOELHA-SE NO GENUFLEXÓRIO E REZA O "PAI NOSSO")
(SAEM TODOS, EXCETO O PADRE GASTON, QUE ABAIXA A CABEÇA, IMPOTENTE)
(MÚSICA ALTA. ENTRAM EM CENA CHARLES E O JOVEM CARACTERIZADO DE CARRASCO TRAZENDO MADELEINE COM UM CORPETE PRETO DE COURO. SEUS SEIOS, SUA VAGINA E SUAS NÁDEGAS ESTÃO DESCOBERTAS. ELA ESTÁ AMARRADA COM CORRENTES GROSSAS E TEM NA BOCA UMA BOLA VERMELHA QUE A IMPEDE DE GRITAR E MAIS OUTROS OBJETOS SADOMASOQUISTAS. AMBOS PENDURAM A MULHER DE PONTA CABEÇA NUM GANCHO DE FERRO. POR ALGUNS MINUTOS, O JOVEM BATE NELA COM UM CHICOTE. ELA PARECE UM PEDAÇO DE CARNE EXPOSTO EM UM AÇOUGUE. ELA DEBATE-SE APAVORADA ESSE TRECHO DA ENCENAÇÃO DEVE EXPLORAR BASTANTE AS PRÁTICAS SÁDICAS, DEIXANDO O PÚBLICO HORRORIZADO. DEPOIS DE UM BOM TEMPO, AMBOS RETIRAM MADELEINE DO GANCHO JOGAM-NA NO CHÃO. O JOVEM PISA NELA COM A BOTA, RETIRA A BOLA VERMELHA DA SUA BOCA E OBRIGA-A BEIJÁ-LA A MESMA BOTA. EM SEGUIDA CHUTA O SEU ROSTO. A JOVEM CAI ENSANGUENTADA. O JOVEM MALTRATA BASTANTE A GAROTA ENQUANTO CHARLES, COMO VOYEUR, SE MASTURBA. EM SEGUIDA O JOVEM PÕE NOVAMENTE A BOLA VERMELHA NA BOCA DE MADELEINE E COLOCA-A COM O TRASEIRO VOLTADO PARA CIMA)
(O JOVEM PASSA MANTEIGA NO ÂNUS DE MADELEINE, EM SEGUIDA ENFIA O DEDO ALI ALARGANDO UM POUCO O BURACO. PEGA UM CORDÃO CHEIO DE BOLINHAS E ENFIA BOLINHA POR BOLINHA DENTRO DELA ENQUANTO BATE NAS NÁDEGAS DA GAROTA. O JOVEM CHICOTEIA MADELEINE COM O PÊNIS)
JOVEM - Ah, que belo cu. Não é nada inferior à adorável buceta.
CHARLES - Está vendo, Madeleine? Estás sendo observada por um rapaz de vinte anos, belo como o amor. Belo fodedor, é preciso meter com firmeza. Vamos lá...
CHARLES - Como é bonita fodendo. Parece uma deusa. Desbasta. Ela esperneia como nenhuma outra. Mais forte. Mostra o que sabes fazer...
JOVEM - Aí estás desvirginada, pequenininha. O seu carrasco colheu a sua rosa. É uma grande honra e felicidade para ti e para mim. Agora vejo-te como os devotos vêem sua Virgem Maria que, fodida pelo Espírito Santo, do qual foi puta, se tornou ainda mais virgem. Eis-te consagrada à vara de teu carrasco.
CHARLES - Suas joinhas foram desbravadas com êxito pelo jovem fodedor carrasco e estais pronta para agasalhar a todos os caralhos dos devassos franceses. Você foi feita para ser morta.
CENA 13
BISPO - Aproxime-se. (SOLENE) Como é do conhecimento de todos os presentes aqui nesta sala, um fato gravíssimo ocorreu nos aposentos da irmã Valentine. O Padre Gaston, aqui presente, aproveitando-se da ingenuidade da mesma, abusou sexualmente dela, usando um falso argumento de que essa ação iria purificá-la de todas as suas imperfeições e que com isso, em breve, ela se tornaria santa.
PADRE GASTON - Eu...
BISPO - Silêncio. O senhor deve responder apenas quando for interrogado... Valentine não foi a primeira a ser iludida. Outras irmãs foram submetidas nessa prática, mas omitiram-se, por vergonha ou medo de serem punidas. (COM A BIBLIA EM MÃOS) Padre Gaston, jura dizer a verdade, nada além da verdade?
PADRE GASTON - Juro.
BISPO - Há quanto tempo o senhor pratica esses atos?
PADRE GASTON - Oito meses.
BISPO - Quantas irmãs o senhor molestou?
PADRE GASTON - Valentine foi a terceira.
BISPO - E quais foram as outras?
PADRE GASTON - A primeira foi a Juliette, que deixou o convento pouco tempo depois. E a segunda foi Thèrése, a noviça que foi encontrada morta na passagem subterrânea que unia o convento ao seminário onde os noviços e noviças encontravam-se secretamente e onde entregavam-se a orgias.
BISPO - Thèrése morreu em virtude de um aborto que provocara voluntariamente. E como é do vosso conhecimento, diversos fetos foram encontrados neste local. As noviças ao descobrirem a gravidez, dirigiam-se até lá, onde abortavam.
PADRE JEAN-PIERRE - Por esse motivo e para evitar o encontro de noviços e noviças prestes a se ordenar, essa passagem subterrânea foi murada...
BISPO - O senhor sabia da gravidez de Thèrése?
PADRE GASTON - Sim.
BISPO - Foi o senhor que obrigou-a a abortar?
PADRE GASTON - Não. Ela contou-me o ocorrido e saiu correndo sem que eu pudesse tomar qualquer decisão. Foi aí que a encontraram morta.
BISPO - E mesmo assim o senhor continuou cedendo às tentações da carne. E se o mesmo houvesse acontecido com a irmã Valentine? O senhor tem consciência da gravidade deste problema?
PADRE GASTON - Não sei o que dizer. Estou sem forças. Não suporto mais esta situação. Dê-me logo a penitência e diga-me o que foi decidido em relação a mim.
BISPO - Ontem o clero se reuniu aqui neste Tribunal eclesiástico.. Pensamos, refletimos e em comum acordo chegamos a uma conclusão. Para não tornar pública essa situação e principalmente para evitar um escândalo que certamente iria enlamear o nome da nossa instituição e da Santa Igreja, o Padre Gaston... está absolvido das acusações que lhe foram imputadas
VALENTINE - (REVOLTADA) Não estás sendo justo.
BISPO - Justo para a Igreja nós sabemos que somos.
VALENTINE - E por que não para comigo?
BISPO - Porque a Igreja é maior.
BISPO - Como penitência, o Padre Gaston ficará trancado em seus aposentos à pão e água por sete dias, entregue às orações, se auto-flagelando e refletindo sobre as suas ações. E quanto a vós, irmã Valentine, não deverá pronunciar nenhuma palavra a respeito do que aconteceu entre vós e o padre em seus aposentos para quem quer que seja. Lembre-se sempre que numa situação em que envolve o nome da Santa Igreja, o silêncio é mais importante do que a prática da palavra... Podem ir.
CENA 14
(FRANÇOIS ASSUSTA-SE COM A ENTRADA ABRUPTA DE MADELEINE)
FRANÇOIS - Minha querida filha, ouvi rumores sobre o que Charles obrigou-lhe a fazer... Aceito com arrebatamento a sua dedicação por mim. Teus sentimentos para comigo encheram-me de gratidão e admiração. Vou te salvar.
MADELEINE - E como pretendes me salvar?
FRANÇOIS - Anulando o seu casamento. Você ficará livre desse monstro do Charles. Vivereis aqui comigo. Filha, filha divina! Reconheço a beleza da tua alma. Fodei com o seu pai, que eu seja o único a te foder... Tu és digna de foder com Deus, se Deus fodesse... Foder, foder...Que prazer dos deuses!
MADELEINE - Papai adorado, fode-me. Eu própria não agüento mais.
(FRANÇOIS COM VOLÚPIA DEITA MADELEINE NO CHÃO E SOBE NELA, PENETRANDO-A ATÉ ATINGIREM O ORGASMO)
(BEIJAM-SE)
CENA 15
(MÚSICA SUAVE. CHARLES E O JOVEM, COMPLETAMENTE NUS, ENTRAM E ENCONTRAM-SE NO CENTRO DO PALCO. OLHAM-SE POR UM TEMPO E ACARICIAM-SE. SEUS GESTOS SÃO SUAVES. ABRAÇAM-SE AFETUOSAMENTE E EM SEGUIDA, BEIJAM-SE. DE REPENTE, TUDO SE TRANSFORMA. A MÚSICA TORNA-SE MAIS FORTE, AS CARÍCIAS MAIS VIOLENTAS. O JOVEM AMARRA AS MÃOS DE CHARLES COM CORRENTES, JOGANDO-O NO CHÃO COM O SEU TRASEIRO VOLTADO PARA CIMA. O JOVEM LUBRIFICA O PÊNIS COM MANTEIGA E PENETRA VIOLENTAMENTE EM CHARLES, QUE GRITA. O JOVEM SENTE UM PRAZER ENORME EM ENRABAR O HOMEM. CHARLES TENTA SE SAFAR, MAS É INÚTIL. O JOVEM METE FRENÉTICAMENTE ATÉ CHEGAR AO ÁPICE DO PRAZER. UM POUCO ANTES DO ORGASMO, O JOVEM TIRA UMA CINTA, COLOCA-A NO PESCOÇO DE CHARLES, ENFORCANDO-O. CHARLES MORRE E O JOVEM TIRA UM ANEL DO DEDO DELE E COLOCA O MESMO NO SEU DEDO)
FIM
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